Redes de relacionamento e sociedade de controle

Sérgio Amadeu da Silveira

Sérgio Amadeu da Silveira é Sociólogo e Doutor em Sociologia, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC); Membro do Conselho Científico da ABCiber (Associação Brasileira de Pesquisadores de Cibercultura); Ex-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação; ativista do software livre.

Como citar esse texto: SILVEIRA, S. A. Redes de relacionamento e sociedade de controle. V!RUS, São Carlos, n.4, dez. 2010. Disponível em: <http://www.nomads.usp.br/virus/virus04/?sec=3&item=2&lang=pt>. Acesso em: 27 05 2019.

Introdução: informação e espaço

É preciso avançar na tentativa de compreender a relação entre a informação e o espaço físico, entre o ciberespaço e os locais de presença, bem como, entre o presencial e o espaço virtualizado. Aparentemente, tal relação pode não despertar interesse, mas constitui um conjunto complexo e de extrema importância sociotécnica cujas mútuas implicações ainda estão sendo detectadas. Estima-se que em 2012, o tráfego mensal de dados na Internet alcançará 20 mil petabytes (PB) por mês1. Um petabyte equivale a 1024 terabytes (TB) ou 1 048 576 gigabytes (GB). A troca de informações digitais tende a adquirir números inimagináveis e a retirar atenções dos espaços sem intervenção digital para colocá-las em aparatos de mobilidade e em cenários híbridos.

Um petabyte pode representar a captura de aproximadamente 2 bilhões e 684 mil imagens de 2 megapixels. Pode ainda armazenar algo em torno de 1 bilhão e 73 milhões de arquivos sonoros de 1 megabyte ou 766 milhões de livros, em PDF, com 250 páginas. Isto multiplicado por 20 mil pode ser o tráfego da Internet daqui a menos de 24 meses. O que intriga é que estes números traduzidos em capacidade de armazenamento e transferência de textos, sons ou vídeos não assustam os mais jovens que andam com dispositivos que possuem mais de mil músicas digitalizadas.

Os espaços dos suportes culturais estão sendo intensamente afetados pela digitalização e pela nanotecnologia. Em breve, a maioria das bibliotecas brasileiras conterão menos informação que o HD externo de 1 terabyte de um doutorando. Os pendrives e cartões PCMCIA ou outros similares com 5 gigabytes podem comportar centenas de vídeos. A redução das dimensões das estruturas físicas que guardavam as produções simbólicas tem impactos ambientais e espaciais que precisam ser analisados.

A velocidade e a qualidade da digitalização e o aumento da capacidade de transferência de dados nas redes físicas são necessidades estratégicas no cenário atual e tendem a criar necessidades econômico, culturais e sociais de consumo de mecanismos variados de acesso às redes informacionais. Corporações disputam modelos de atração de consumidores e máquinas de processamento e conexão cada vez mais leves, com maior capacidade de gerenciamento para um menor gasto de energia. Simultaneamente, os donos de redes físicas de fibras óticas, cabos submarinos e dos backbones, ou seja, as companhias de telecomunicações tornam-se os mais poderosos intermediários das comunicações, em uma sociedade crescentemente dependente das informações.

O espaço conectado

Dois pontos importantes precisam ser devidamente observados. Primeiro, o capitalismo informacional se expande em redes físicas privadas em que os fluxos dos sinais elétricos que carregam bits conformam um outro espaço não colonizado pelo capital. O ciberespaço é um híbrido que comporta relações de mercado, interações públicas e privadas, outras tantas indefinidas, mas que no seu conjunto mais se assemelha a um espaço comum, coletivo, de vários usos e possibilidades. Por isso, a infraestrutura capitalista de telecomunicações, fincada em pontos fisicamente alocados em territórios nacionais, controlada acionariamente em bolsas de valores e dirigidas por executivos contratados, não convive bem com a ideia de que o ciberespaço, o espaço dos fluxos informacionais, não deve ser mercantilizado. O debate atual sobre o princípio da neutralidade da rede é um embate sobre o poder de controlar e negar acesso no ciberespaço2.

Segundo, o ciberespaço foi configurado de acordo com um modo específico de comunicação que reforça a conformação de uma sociedade de controle, definida conforme o pensamento deleuziano. Isto significa que as redes digitais vão recobrindo quase todos os espaço do planeta, incluindo as diversas faixas do espectro radioelétrico. Este processo do capitalismo informacional reforça o potencial comunicador das localidades e permite sua conexão com quaisquer pontos e nós da rede, comprimindo e anulando as longas distâncias. O que pode parecer contraditório para o senso comum é o fato de que a possibilidade de comunicação e a liberdade de compartilhar conteúdos é realizada sobre uma gigantesca infraestrutura de controle que possui uma camada física e outras camadas lógicas. Todas estas camadas são metáforas para agrupar um conjunto de protocolos de comunicação que definem como uma máquina deve se comunicar com outras máquinas gerando a rede que para interagir com outras redes também segue uma série de protocolos.

Nesse sentido, a Internet é um espaço de controle. Talvez a maior expressão da sociedade de controle, aquela que, segundo Deleuze, seguindo a periodização histórica foucaultiana, suplantaria a lógica e a dinâmica das sociedades disciplinares, construções sociais fundamentais do mundo industrial. No contexto disciplinar o corpo deve ser moldado, no cenário de controle, os corpos precisam ser livres para que possam ser modulados. As sociedades disciplinares exigem limites claros dos espaços físicos, as sociedades de controle não se importam com a dispersão espacial, com a liberdade de movimento, elas buscam nos viventes a captação de suas necessidades de redução das incertezas. Esta busca tipicamente informacional requer conectividade, portanto, exige acesso e presença na rede. A existência na rede só é possível aceitando seus protocolos, portanto, o seu controle.

Espaços de controle sem sujeitos controladores

Galloway começa seu livroProtocol: how control exists after decentralization com uma descrição contundente do nosso atual convívio sociotécnico:

The diagram is the distributed network, a structural form without center that resembles a web or meshwork. The technology is the digital computer, an abstract machine able to perform the work of any other machine (provided it can be described logically). The management style is protocol, the principle of organization native to computers in distributed networks. All three come together to define a new apparatus of control that has achieved importance at the start of the new millennium.3 (p.3)

O interessante aqui é perceber que o gerenciamento protocolar da rede mundial de computadores (hoje envolvendo diversas outras máquinas de processar informações) é realizado sem centro, sem dono, articulando as máquinas operadas por softwares que convertem os signos em bits, ou ainda, que utilizam a metalinguagem digital como base de sua interação.

Como é possível a construção de uma rede anárquica, sem centro? A partir de regras que devem ser seguidas por todos integrantes da rede. Tais regras são os seus protocolos. Um dos principais conjuntos de protocolos é o denominado TCP/IP (Transmission Control Protocol / Internet Protocol). Para muitos trata-se da alma da Internet. Cabe observar que o IP constitui um sistema de localização e também um número dentro deste sistema.

Nossa comunicação nas redes digitais se baseia no paradigma da comutação de pacotes, ou melhor, na troca de datagramas, unidade de transferência de informação. Estes pacotes de informação possuem cabeçalhos que permitem o seu roteamento e envio de uma origem para um destino. O destino e a origem na Internet são, necessariamente, números chamados endereços IP. Não é possível achar um ponto na rede sem saber o seu número IP. Deste modo, os protocolos da rede obrigam que, para existir a comunicação, todas as máquinas sejam localizadas para enviar e receber o fluxo de informação que nada mais é que diversos datagramas que partem de um endereço IP para outro. Estes datagramas carregam e-mails, vídeos, fotos, textos, páginas web, voz, meios de pagamentos etc.

É importante resgatar que toda arquitetura contém uma estética de controle. Ela delimita e muitas vezes aprisiona. A arquitetura da Internet, que contém o ciberespaço, é uma arquitetura composta de protocolos de comunicação. Por isso, Lessig afirmou que os códigos têm papel de leis no ciberespaço. Eles condicionam e muitas vezes proíbem determinadas ações, sendo que tais limitações equivalem a barreiras físicas que não podem ser quebradas. Assim, a arquitetura da Internet que assegura a liberdade de comunicação é também um arranjo cibernético, ou seja, uma arquitetura de controle. Seus controladores são os protocolos e não as pessoas. Apesar disto, tais protocolos concentram decisões humanas carregadas de ideologias, visões de mundo, perspectivas e esperanças.

Redes sociais como expressões da sociedade de controle

A Internet, ao alterar o ecossistema comunicacional, facilitou a exposição e a oferta de conteúdos, mas dificultou a obtenção de atenção. O difícil não é falar, mas ser ouvido. Nessa nova economia da atenção destacam-se a grande concentração de audiência dos sites de relacionamento também denominados de redes sociais. Suas caraterísticas e seus modos de funcionamento são expressões claras da adesão massiva dos interagentes a uma das mais relevantes expressões das relações sociotécnicas de controle.

A Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil - 2009, organizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR4 indicou que naquele ano 45% dos brasileiros já haviam acessado à Internet. Na faixa etária que vai dos 16 aos 24 anos, chama a atenção o fato de 78% já ter acessado a rede. Do ponto de vista socioeconômico, a desigualdade ainda é uma marca da conectividade, pois enquanto 90% da classe A teve acesso à rede mundial de computadores, este número cai para 18% entre os membros das classes D/E. Também é relevante observar que dos conectados, 58% acessam a Internet diariamente, 67% participam de redes sociais e 15% atualizam blogs e sites.

Nos Estados Unidos, o Pew Research Center & American Life Project vem realizando uma série de pesquisas com jovens e adultos norte-americanos sobre o uso da Internet. O levantamento denominado Social Media & Mobile Internet Use Among Teens and Young Adults5, realizado em 2009, constatou que 73% dos adolescentes e 47% dos adultos conectados utilizam redes sociais. Dos seus usuários, 52% possuem mais que um perfil. A pesquisa constatou que dos usuários de redes sociais, 73% têm perfil no Facebook, 48% têm no MySpace e 14% no LinkedIn.

É notável que as redes de relacionamento social envolvem mais da metade dos internautas nos Estados Unidos e no Brasil, sendo sua presença ainda maior nos segmentos mais jovens da população. Sem dúvida, existem diferenças culturais marcantes entre as diversas culturas nacionais, regionais e locais que ajudariam a explicar as preferências dos grupos de internautas pela adesão a determinadas redes sociais e não a outras. Por exemplo, o Orkut possui baixa inserção entre os norte-americanos e uma grande presença entre os adolescentes e jovens adultos brasileiros. Independentemente dessas diferenças, a adesão às redes sociais é constatável em praticamente todos os países (as exceções vêm de países como a Coréia do Norte que proíbem o acesso).

A estrutura básica das redes sociais é composta de uma plataforma que permite ao interagente criar um perfil e escolher as pessoas com quem prefere se relacionar. Em geral, as redes sociais criam mecanismos de privacidade que garantem ao usuário a opção de mostrar conteúdos apenas para amigos autorizados ou para determinados grupos. Obviamente, estes conteúdos também podem ser abertos para visualização de toda a rede. Segundo o site de pesquisas Alexa, a rede social mais acessada da Internet é o Facebook (em julho de 2010, ultrapassou 500 milhões de usuários6), seguido do YouTube (existem controvérsias na definição do YouTube como rede social, porém ele é enquadrado deste modo por diversas empresas de pesquisa), tendo o Twitter (microblogging) já na décima posição7. Têm um tráfego expressivo também o Linkedin, Myspace (que já foi muito maior que o Facebook), já o Orkut é pouco importante fora do Brasil e da Índia.

Empiricamente podemos constatar que as redes sociais são mais acessadas que todos os sites das grandes corporações da velha indústria cultural (Fox, CNN, Globo etc). Elas permitem colocar a hipótese de que no cenário da comunicação em rede os grupos e indivíduos mais ativos ganharam um espaço inexistente no mundo dominado pela mass media e isto adquiriu maior importância com o lançamento de plataformas nas quais os internautas puderam criar seus próprios conteúdos, além de comentar o conteúdo de seus amigos e colegas. Desse modo, as redes sociais permitiram ampliar a comunicação horizontalizada e, ao mesmo tempo, de amplo alcance, em diversos casos, com o mesmo impacto que as mídias massivas. Nas redes sociais, o entretenimento, a conversa entre conhecidos e as informações noticiosas se misturam e acabam gerando um espaço comunicacional híbrido e intenso. É importante relatar que a ideia das plataformas de relacionamento social começou a ser reproduzida para uso de grupos menores, para o mundo empresarial e para criar articulações de finalidades específicas, tais como no caso do Ning, do BuddyPress, entre outros. Todavia, nota-se que as pessoas querem estar nas redes sociais mais relevantes, as que aparentam atrair mais o seu grupo e discutir mais os temas de seu interesse.

1 Redes Sociais terão 800 milhões de usuários até 2012, diz estudo. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/03/03/redes-sociais-terao-800-milhoes-de-usuarios-ate-2012-diz-estudo-754667658.asp> Acesso em 12 nov. 2010.

2 Veja o debate sobre a neutralidade na rede no site <http://savetheinternet.com/>. Acesso em 12 nov. 2010.

3 GALLOWAY, A. R. Protocol: how control exists after decentralization. Cambridge: The MIT Press, 2004.

4 Disponível em: <http://www.cetic.br/publicacoes/index.htm>. Acesso em 12 nov. 2010.

5 Disponível em: <http://www.pewinternet.org/Reports/2010/Social-Media-and-Young-Adults/Summary-of-Findings.aspx>. Acesso 12 nov. 2010.

6 Um dos criadores do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou em seu blog que sua rede social ultrapassou a marca do meio bilhão de usuários. Disponível em: <http://blog.facebook.com/blog.php?post=409753352130>

7 Este posicionamento na audiência das redes sociais expressa os dados do Alexa, <http://www.alexa.com/>, do dia 12/11/2010. O Alexa coleta e divulga dados sobre o ranking dos sites na web diariamente.

Mas qual seria a relação entre estas redes sociais e a sociedade de controle? Primeiro, a adesão às redes sociais é voluntária. Os viventes aderem por motivações distintas, mas estar em contato com as boas oportunidades e com o melhor potencial que a vida social pode oferecer é uma hipótese forte para a forte atração que as redes oferecem. Também interessante é notar que a definição de melhor potencial pode ser bem diversificada nas redes, dito de outro modo, as redes permitem que cada um encontre os “seus”. A liberdade de adesão e de construção de narrativas e grupos de amizades e relacionamentos é uma característica importante das chamadas redes sociais.

Segundo, quanto mais viventes aderem às redes sociais, mais relevantes são as redes para as corporações, Estados, grupos econômicos, culturais, indivíduos, enfim para as forças do mercado, mas também para as forças anti-mercado. Esta importância econômica não é somente para atingir o possível comprador, mas para saber o que vender a um potencial comprador, principalmente, para encontrar padrões de comportamento e de desejos que viabilizem constantes invenções que possam satisfazê-los.

Terceiro, os viventes na Internet já poderiam ser classificados de ciberviventes, pois seu convívio é cada vez mais realizado por intermédio das redes cibernéticas. Todavia, as redes sociais aumentam a dependência dos ciberviventes das plataformas tecnológicas interativas. Estas plataformas asseguram a liberdade de expressão e até de criação de aplicativos, widgets, novas criações a partir das redes que liberam suas Application Programming Interfaces (ou Interfaces de Programação de Aplicações). Simultaneamente, ao se comunicar nestas plataformas com funcionalidades condicionadas pelos seus desenvolvedores, o cibervivente é cada vez mais rastreável, tendo sua vida identificada e modulada. Comunicação e controle são indissociáveis nas redes sociais. Tudo que se faz é registrado, rastreável e passível de análise.

Espaços de controle

O controle não é sinônimo de algo ruim. Ele é a realidade da era pós-industrial. As sociedades capitalistas industriais criaram arranjos sociotécnicos que ao melhorar as condições de vida, introduzir novos métodos de trabalho e sofisticar as dimensões lúdicas da existência no entretenimento, construíram situações de superação das tecnologias da vigilância disciplinar para incentivar a liberdade modulada. Nosso convívio cada vez mais “civilizado” nada mais é do que um convívio certamente mais controlado.

No cenário informacional, as sociedades articulam arranjos biopolíticos dos quais não se podem escapar, mais do que isso, nem se pensa em escapar. A digitalização dos bens simbólicos avança para a digitalização dos corpos e para a formação de ciências biológicas que descem consistentemente no mundo micro e nano com a finalidade de entender a codificação básica das formas de vida. Não é por outro motivo que atualmente observamos empresas agropecuárias e de fertilizantes se converterem em empresas de biotecnologia e de produção de organismos geneticamente modificados. A semente não é mais vendida, licenças de uso é que são comercializadas. A codificação genética da semente é a chave do novo modo de reproduzir a vida, crescentemente híbrida, misturada e recombinada.

O objetivo da biotecnologia ao buscar traduzir o código genético em bits é decodificar os protocolos da existência, da recriação e reprodução da vida. Este gigantesco esforço científico não parece ser passível de paralisação sob pena da contundente acusação de uma inaceitável violação da livre iniciativa no capitalismo cognitivo. Neste sentido, a biotecnologia nada mais é do que uma ramo da cibernética, tentativa de compreender a comunicação e o controle de máquinas e seres vivos. Assim, os arranjos sociotécnicos caminham para controlar as características biológicas e genéticas dos seres vivos. Desse modo, a programação de códigos artificiais, simbólicos e genéticos é uma marca das sociedades capitalistas informacionais que também são sociedades de controle em transição para futuros incertos.

Além das estruturas físicas dos bancos de dados, data centers, servidores dos laboratórios, server farms ou server clusters, o espaço dos códigos por excelência é o ciberespaço. Nele, as interações entre humanos e entre humanos e robôs geram efeitos nos espaços presenciais, encontros, desencontros, ações de variada importância, de namoros a conspirações políticas, de crimes a ações altruístas e ao ativismo diverso. Uma série numerosa de exemplos podem ser oferecidos para indicar o rumo bidirecional entre o ciberespaço e os efeitos sócio-presenciais: um estudante norte-americano usa o celular para avisar seus amigos no Twitter que foi preso pela polícia egípcia e consegue ser solto8; casais se conhecem pelo Orkut9; um site que revela casas vazias para ressaltar riscos das informações postadas em redes sociais10 ; o criador do Wikileaks é perseguido por revelar documentos e vídeos que denunciam as atrocidades cometidas pelo Exército norte-americano11; o Twitter é usado pelos ativistas e populares para denunciar o processo eleitoral viciado nas eleições de 2009 no Irã12 etc.

Nada parece indicar um recuo na expansão das redes digitais em um futuro próximo. Por isso, a tendência é de crescimento da comunicação cibernética, portanto também da dimensão do controle. Quanto mais as redes absorverem aspectos e funcionalidades do nosso cotidiano, mais teremos rastros digitais de nossas ações, o que implica em mais controle e possibilidade de análise e modulação de nossos comportamentos, nos espaços virtuais e presenciais. A própria liberdade das sociedade pós-industriais dependem das manutenção e expansão das redes informacionais. Isto implica em mais controle técnico. Os grupos sociais democráticos precisarão enfrentar as forças conservadoras que já buscam e buscarão cada vez mais transformar os controles técnicos em velhas formas de vigilância e ações disciplinares para a manutenção de modelos econômicos e políticos típicos do capitalismo industrial.

Referências Bibliográficas

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CASTELLS, M. A sociedade em rede. A era da informação : economia, sociedade e cultura. V. I. São Paulo : Paz e Terra, 1999.

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GALLOWAY, A. R. Protocol: how control exists after decentralization.

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SILVEIRA, S. A. Ambivalências, liberdade e controle dos ciberviventes. In: SILVEIRA, S. A. Org. Cidadania e Redes Digitais. São Paulo: Comitê Gestor da Internet: Maracá - Educação e Tecnologia, 2010. Disponível em: <http://www.cidadaniaeredesdigitais.com.br/>.

8 Disponível em: <http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL404259-6174,00-TWITTER+ME+TIROU+DA+CADEIA+DIZ+ESTUDANTE+AMERICANO+PRESO+NO+EGITO.html>. Acesso em 12 nov. 2010.

9 Disponível em: <http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/diadosnamorados/2009/06/02/206458-confira-a-historia-de-casais-que-se-conheceram-na-internet->. Acesso em 12 nov. 2010.

10 Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/02/100218_roubositeg.shtml>. Acesso em 12 nov. 2010.

11 Disponível em: <http://wikileaks.org/>. Acesso 12 nov. 2010.

12 Disponível em: <http://blogs.estadao.com.br/link/eleicoes-no-ira-e-o-twitter-uma-licao-de/>. Acesso em 12 nov. 2010.

Social networks and society of control

Sérgio Amadeu da Silveira

Sérgio Amadeu da Silveira is Sociologist and PhD in Sociology, Professor at Federal University of ABC, Member of the Scientific Council of ABCCiber (Brazilian Association of Surveyors Cybercultura), Ex-president of the National Institute of Information Technology.

How to quote this text: Silveira, S. A., 2010. Social networks and society of control. Translated from Portuguese by Daniel Paschoalin, V!RUS, 04, [online] Available at: <http://www.nomads.usp.br/virus/virus04/?sec=3&item=2&lang=en>. [Accessed: 27 05 2019].

Introduction: space and information

We must move forward in attempt to understand the relationship between information and physical space, between cyberspace and the spaces of presence, as well as between the concrete and the virtualized space. Apparently, this relationship may not arouse interest, but is a complex set of extremely socio-technical importance, whose mutual implications are still being detected. It is estimated that in 2012, monthly traffic data across the Internet will reach 20,000 petabytes (PB) per month1 . A petabyte is equivalent of 1024 terabytes (TB) or 1,048,576 gigabytes (GB). The exchange of digital information tends to acquire unimaginable numbers and turn the attention give to spaces without digital intervention in favor to mobility devices and hybrid scenarios.

A petabyte may represent the capture of approximately 2 billion and 684 000 2-megapixel images. It can also store somewhere around 1 billion and 73 million sound files of 1 megabyte or 766 million books of 250 pages in PDF format. This number multiplied by 20000 may be Internet traffic in less than 24 months. It's intriguing that these figures translated into storage and transference of texts, sounds or videos do not scare the younger ones who walk around with devices that usually have more than a thousand digital songs.

The spaces of cultural media are being greatly affected by digitization and nanotechnology. Soon, the majority of Brazilian libraries shall contain less information than a doctorade researcher’s 1-terabyte external hard drive. The pen drives and PCMCIA cards or similar with 5 gigabytes can hold hundreds of videos. The reduction in the size of physical structures that stores the cultural production has spatial and environmental impacts indeed and must be analyzed.

The speed and quality of digitization and the increased capacity of data transfer over physical networks are strategic needs in the current scenario and tend to create economic, cultural and social consumption of different mechanisms for access to information networks. Corporations compete for models to attract consumers and machines with processing and connectivity increasingly lighter, more manageability for the smallest expenditure of energy. Simultaneously, the owners of physical networks of fiber optic, submarine cables and backbones, ie, the telecommunication companies become the most powerful communication intermediaries, in a society increasingly dependent of information.

Connected space

Two important points need to be properly observed. First, the informational capitalism expands in private physical networks in which the flow of electrical signals that carry bits conform another space not colonized by capital. Cyberspace is a hybrid that includes market relations, public and private interactions, and many other undefined, but as a whole it resembles a common collective space, of various uses and possibilities. Therefore, the capitalist infrastructure of telecommunications, based on points physically divided into national territories and controlled by stock exchange dynamics led by hired executives , not stay well with the idea that cyberspace, the space of flows of information should not be commodified. The current debate over the principle of net neutrality is a disagreement about the power to control and deny access in cyberspace2.

Second, cyberspace has been configured according to a specific mode of communication that enhances the formation of a society of control, defined by Deleuzian thought. This means that digital networks will covering almost every area of the planet, including the various bands of the radio spectrum. This process of informational capitalism reinforces the communication potential of the locations and allows your connection to any points and network nodes, compressing and annuling the long distances. What may seem contradictory to common sense is the fact that the possibility of freedom of communication and content sharing is performed on a giant control infrastructure that has a physical layer and other logical layers. All these layers are metaphors for grouping a set of communication protocols that define how a machine should communicate with other machines generating a network which also follows a series of protocols.to interact with other networks.

In this sense, the Internet is a space of control. Perhaps the greatest expression of the control society, one that, according to Deleuze and following Foucault's historical periodization, supplant the logic and dynamics of disciplinary societies, fundamental social constructions of the industrial world. By the disciplinary context, body should be cast, and in the control scenario the bodies must be free so they can be modulated. The disciplinary societies require clear boundaries of physical spaces, the societies of control do not care about the spatial dispersion and freedom of movement, they seek in the living the catchment of the needs to reduce uncertainties. This search typically informational requires connectivity therefore requires access and web presence. The existence in the network is only possible by accepting their protocols, so your control.

Space of control without controller persons

Galloway begins his book Protocol: how control exists after decentralization - with a scathing description of our current living sociotechnical:

"The diagram is the distributed network, a structural form without center that resembles a web or meshwork. The technology is the digital computer, an abstract machine able to perform the work of any other machine (provided it can be described logically). The management style is protocol, the principle of organization native to computers in distributed networks. All three come together to define a new apparatus of control that has achieved importance at the start of the new millennium.3" (p.3)

The interesting here is to realize that the management protocol of the World Wide Web (currently involving several process information machines) is performed with no center, no owner, articulating the software operated machines that converts the symbols into bits, or even using digital metalanguage as base for their interaction.

How is it possible to build a anarchical network without a center? From rules to be followed by all members of the network. These rules are the protocols. One of the main sets of protocols is called TCP / IP (Transmission Control Protocol / Internet Protocol). For many it is the soul of the Internet. It should be noted that IP is a tracking system and also a number within this system.

Our communication in digital networks based on packet switching paradigm, or rather the exchange of datagrams, a unit of information transfer. These information packets have headers that allow your routing and forwarding from a source to a destination. The origin and destination on the Internet are necessarily numbers called IP addresses. Can not find a point in the network without knowing your IP number. Thus, network protocols require that, to exist communication, all machines are located to send and receive the flow of information that is no more than several datagrams departing from an IP address to another. These datagrams carry e-mails, videos, photos, text, web pages, voice, payment methods, etc..

It is important to notice that all architecture contains a aesthetics of control. It delimit and often imprison. The architecture of the Internet, which contains the cyberspace, is an architecture consisting of communication protocols. Therefore, Lessig (1999) said that the codes have a role of laws in cyberspace. They condition and often prohibit certain actions, and that such restrictions amount to physical barriers that can not be broken. Thus, the Internet architecture that ensures the freedom of communication is also a cybernetic arrangement, ie a control architecture. Its controllers are protocols and not people. Despite this, these protocols concentrate human decisions laden of ideologies, worldviews, perspectives and hopes.

Social networks as expressions of the society of control

The Internet, while changing the ecosystem of communication, facilitated the provision and offer of content, but raise difficulties in get attention. The hard part is not talking, but be heard. This new economy of attention features the large concentration of traffic on relationship sites also called social networking. Their characteristics and their modes of operation are clear expressions massive adherence of interacting users to one of the most important expressions of sociotechnical relations of control.

The "Survey on the Use of Information Technologies and Communication in Brazil" - 2009, organized by the Center for Information and Coordination Point BR4 indicated that this year 45% of brazillians had accessed the Internet. In the age group ranging from 16 to 24 years, 78% have already accessed the network. From the standpoint of socioeconomic, inequality is still a mark of connectivity, because while 90% of the Class A had access to the worldwide network of computers, this number drops to 18% among members of the class D / E. It is important to observe that among the online users, 58% access the Internet daily, 67% participate in social networks and 15% run blogs and websites.

In the U.S., the Pew Research Center & American Life Project has been conducting a series of surveys with young north-american adults on Internet use. The survey called "Social Media & Mobile Internet Use Among Teens and Young Adults5, conducted in 2009, found that 73% of adolescents and 47% of online adults use social networks. Of their users, 52% have more than one profile. The survey found that users of social networks, 73% have a profile on Facebook, 48% has on MySpace and 14% on LinkedIn.

It is remarkable that the social networks involve more than half of Internet users in the United States and Brazil, and their presence is even greater in the younger segments of the population. Undoubtedly, there are cultural differences between different national , regional and local cultures, that would help explain the preferences of groups of Internet users by adhering to certain social networks and not others. For example, Orkut has low insertion between the U.S. and a major presence among adolescents and young adults in Brazil. Regardless of these differences, adherence to social networks is observable in almost all countries (the exceptions are countries like North Korea that prohibit access).

The basic structure of social networks is composed of a platform that allows the interactor to create a profile and choose the people who prefer to establish relations. In general, social networks create mechanisms that guarantee privacy options to the user to show content only to authorized friends or for certain groups. Obviously, these contents can also be opened for the viewing of the entire network. According to the surveys site "Alexa" , the most accessed social network over the Internet is "Facebook" (in July 2010, exceeded 500 million users 6), followed by YouTube (there are controversies in the definition of YouTube as a social network, but it is framed this way by various research firms) and Twitter (microblogging) 7 already in tenth position. Also have a significant traffic Linkedin, Myspace (which was already much larger than Facebook), Orkut seens not be important but in Brazil and India.

Empirically we can see that social networks are more accessed than all the large corporation websites of the old industrial culture (Fox, CNN, Globe etc). This allow the hypothesis that in the scenario of network communication the most active groups and individuals have gained a space that did not exist in the world dominated by mass media and this has become more important with the launch of platforms on which Internet users could create their own content, and to comment on the contents of his friends and colleagues too. Thus, social networks advance horizontalized communication and at the same time, wide-ranging, in several cases, with the same impact that the massive media. In social networks entertainment, conversation between acquaintances and news stories are mixed and end up generating a hybrid and intense communication space. It is important to report that the idea of social networking platforms started to be reproduced for smaller groups, for business and to create links to specific purposes, such as with BuddyPress´s Ning, among others. However, it´s noticed that people want to be in the most relevant social networks, what seem to attract more of your group and discuss the topics of most interest to you.

1 Social Networks will have 800 million users until 2012, said study. Available at: <http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/03/03/redes-sociais-terao-800-milhoes-de-usuarios-ate-2012-diz-estudo-754667658.asp> [Accessed 12 November 2010].

2 See the debate about the net neutrality in site: <http://savetheinternet.com/> [Accessed 12 November 2010].

3 GALLOWAY, A. R., 2004. Protocol: how control exists after decentralization. Cambridge: The MIT Press.

4 Available at: <http://www.cetic.br/publicacoes/index.htm> [Accessed 12 November 2010].

5 Available at: <http://www.pewinternet.org/Reports/2010/Social-Media-and-Young-Adults/Summary-of-Findings.aspx> [Accessed 12 November 2010].

6 One of the creators of Facebook, Mark Zuckerberg, announced in his blog that his social network exceed the mark of half billion users. <http://blog.facebook.com/blog.php?post=409753352130>.

7 This positioning in audience of social networks express the data of Alexa, <http://www.alexa.com/>, day 12/11/2010. Alexa collects and shows data about the ranking of web sites daily.

But what is the relationship between these social networks and control society? First, adherence to social networks is voluntary. The users adhere for different reasons, but being in contact with good opportunities and the best potential that social life can offer is a strong matter for the attraction that the networks offer. Also it is interesting to note that the definition of best potential can be quite diverse in networks, in other words, the networks allow each one to find "their". Freedom of membership and the construction of narratives and groups of friends and relationships is an important characteristic of so-called social networks.

Second, the more living-users adhere to social networks, are the networks most important for corporations, states, economic and cultural groups, individuals, and finally to market forces, but also for the anti-market. The economic importance not only to achieve the possible buyer, but to know what to sell to a potential buyer, especially, to find patterns of behavior and desires that allow constant inventions that might satisfy them.

Third, the Internet living already could be classified ciber-living, because their friendship is increasingly conducted through the cyber networks. However, social networks increase the dependency of ciber-livings by interactive technology platforms. These platforms ensure freedom of expression and even the creation of applications, widgets, new creations from the networks wich release their Application Programming Interfaces. Simultaneously, to communicating with these featured platforms wich functionality conditioned by its developers, made the ciber-living once more traceable, its life identified and modulated. Communication and control are inextricably linked in social networks. All you do is recorded, traceable and passible of analysis.

Spaces of control

The control is not synonymous of something bad. It is the reality of post-industrial era. The industrial capitalist societies have created social-technical arrangements that improve the living conditions, introduce new working methods and sophisticate the recreational dimension of existence in the entertainment and constructed situations of overcoming the disciplinary surveillance technology to encourage freedom modulated. Our once more "civilized" socializing is nothing more than a socialization certainly more controlled.

In the informational scenario, societies articulate biopolitical arrangements which they can not escape, more than that, no one thinks to escape. The digitization of symbolic goods moves to the digitalization of bodies and the formation of biological sciences who consistently fall in the micro and nano world in order to understand the basic coding of life forms. It is no other reason that we observe today agricultural and fertilizer companies turning into biotechnology companies doing genetically modified organisms production. The seed is no longer sold, user licenses is that are marketed. The genetic coding of the seed is the key to the new mode of reproducing life, increasingly hybrid, mixed and recombined.

The goal of biotechnology in the quest of translate the genetic code in bits is to decode the protocols of existence, the re-creation and reproduction of life. This massive scientific effort does not seem passible of being paralysed otherwise to be accused of an unacceptable infringement of free initiative in cognitive capitalism. In this sense, biotechnology is nothing more than a branch of cybernetics, an attempt to understand communication and control of machines and living beings. So, the sociotechnical arrangements walking to control the biology and genetics of living beings. Thus, the programmingof artificial codes, symbolic and genetic, is a hallmark of informational capitalist societies that are also control societies in transition to uncertain futures.

In addition to the physical structures of databases, data centers, laboratory servers , server farms or server clusters, the space of the codes for excellence is the cyberspace. In cyberspace, the interactions between humans and between humans and robots generate effects in the presential spaces, meetings, disagreements, actions of varied importance, from dating to political conspiracies, from crime to altruism and diverse activism . A large number of examples can be provided to indicate the bidirectional path between cyberspace and the effects of socio-presential: an north-american student uses a cell phone to warn his friends on Twitter what he was arrested by Egyptian police and can be released 8; couples 9 known each other by Orkut, a site that shows empty houses to highlight risks of the information posted on social networking 10; the creator of Wikileaks is persecuted for revealing documents and videos that expose the atrocities committed by U.S. Army 11; Twitter is used by activists and popular to denounce the flawed election process 2009 in Iran 12 etc..

Nothing seems to indicate a decrease in the expansion of digital networks in the near future. Therefore, the trend is the growth of cyber communication, and thus the size of the dimension of control. The more networks absorb aspects and features of our daily lives, we will have more digital traces of our actions, which implies more control and possibility of analysis and modulation of our behaviors in virtual and presential spaces. The very freedom of the post-industrial society depends on the maintenance and expansion of information networks. This involves more technical control. Social groups must face democratic conservative forces that are already looking and seek to turn technical controls on old forms of surveillance and disciplinary actions for maintaining political and economic models typical of industrial capitalism.

References

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8 Available at: <http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL404259-6174,00-TWITTER+ME+TIROU+DA+CADEIA+DIZ+ESTUDANTE+AMERICANO+PRESO+NO+EGITO.html> [Accessed 12 November 2010].

9 Available at: <http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/diadosnamorados/2009/06/02/206458-confira-a-historia-de-casais-que-se-conheceram-na-internet-> [Accessed 12 November 2010].

10 Available at: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/02/100218_roubositeg.shtml> [Accessed 12 November 2010].

11 Available at: <http://wikileaks.org/> [Accessed 12/11/2010].

12 Available at: <http://blogs.estadao.com.br/link/eleicoes-no-ira-e-o-twitter-uma-licao-de/> [Accessed 12 November 2010].