Pterodata: uma experiência interdisciplinar

João Diniz, Graziela Mello Vianna

João Diniz é arquiteto e mestre em Engenharia Civil, professor na FUMEC em Belo Horizonte e diretor da JDArquitetura Ltda.

Graziela Mello Vianna é doutora em Comunicação e professora do Departamento de Comunicação da UFMG, na área de Som e Sentido.

Como citar esse texto: DINIZ, J.; VIANNA, G. M. Pterodata: uma experiência interdisciplinar. V!RUS, São Carlos, n.4, dez. 2010. Disponível em: <http://www.nomads.usp.br/virus/virus04/?sec=4&item=6&lang=pt>. Acesso em: 20 03 2019.

Dentro de uma reflexão que visa ampliar as fronteiras do pensar e fazer arquitetônico, urbanístico e ambiental, o arquiteto João Diniz propôs, a partir do ano 2000, a disciplina transArquitetura, que acrescenta à formação em arquitetura, urbanismo e design, experimentos nas áreas da poesia / literatura, fotografia, vídeo-arte, desenho, pintura, cenografia, escultura, consciência crítica / corporal / espiritual e também a exploração de ambientes sônicos e da música.1

Neste contexto de reflexões múltiplas nasce o projeto Pterodata, palavra nova que une a idéia de ptero, ou asa, vôo, e também o pássaro pré-histórico, o pterossauro, ao conceito de data, os dados, os files, arquivos de informação da atualidade, ou seja, uma aventura extra tempo e espaço, pan-histórica, buscando ligar-se ao passado, presente e futuro.

O projeto Pterodata tira proveito das atuais redes de comunicação virtual e de recursos analógicos e digitais para realizar e divulgar suas pesquisas e resultados que, na maioria das vezes, partem da idéia da existência de espaços a serem re-criados em ambientes sônicos, fílmicos ou fotográficos.

O método de trabalho parte da experimentação de conceitos evolutivos e integrados onde timbres, texturas, células melódicas e rítmicas e samplers sonoros diversos se combinam a cantos, textos falados, vozes e sons coletados no cotidiano e contribuições de vários instrumentistas. Concorda-se aqui com a proposição de Murray Schaffer (2001), pesquisador canadense que aborda as paisagens sonoras contemporâneas. Schaffer defende que, face à independência da música em relação às salas de concerto e a multiplicação de técnicas que permitem uma produção musical a partir de "procedimentos aleatórios", caem por terra as definições tradicionais de música relacionada ao conhecimento formal de tal campo das artes. Fazer música deixou de ser uma habilidade específica de musicistas e se torna possível àquele que tem o domínio das novas técnicas de produção. As novas técnicas permitem ainda que novos elementos sonoros, além dos instrumentos musicais tradicionais, sejam incorporados à composição musical. Dessa forma, "hoje, todos os sons fazem parte de um campo contínuo de possibilidades, que pertence ao domínio compreensivo da música. Eis a nova orquestra: o universo sonoro! E os músicos: qualquer um e qualquer coisa que soe!" (SCHAFFER, 2001, p.20).

No projeto Pterodata, esse universo sonoro formado por instrumentos, vozes e sons do cotidiano é sempre relacionado com a ideia de espaço e estrutura. O tempo da faixa sonora / fílmica é dividido em módulos complementares e diferenciados que propõem um discurso, narrativo ou abstrato, que transcorre unindo momento e ambiente, e tomando o aspecto gráfico / visual dos programas de edição e composição como sugestões dos resultados sonoros / musicais obtidos. Novos recursos técnicos permitem que o acaso e a improvisação participem freqüentemente do processo, através, por exemplo, do input de dados que pode ser feito via mouse, teclado / controller, fala espontânea, gravação ambiental aberta ou a participação acústica ou eletrônica dos músicos e artistas colaboradores. Com tal independência do conhecimento musical formal, permitida pela técnica e acesso a software diversos, o Pterodata faz uso de procedimentos de criação e produção aleatórios, transformando assim seqüências matemáticas, como a série de Fibonacci, ou desenhos e croquis arquitetônicos em sequências sonoras "interpretadas" não apenas por musicistas, mas também pelos programas digitais de áudio.

Em etapas posteriores, ou paralelas, os fonogramas em andamento se juntam a imagens diversas como células fotográficas ou de vídeo que editadas conjuntamente criam o elemento híbrido onde som e figura se desintegram resultando em arquivos que coexistem com as linguagens do videoclipe, da vídeo-arte, do documentário, do ensaio fotográfico temporalizado e da animação. Estas peças são geralmente divulgadas na www ou participam de performances presenciais onde a elas são acrescidas novas camadas ligadas ao momento da apresentação. Alguns fonogramas e vídeos podem ser considerados como obras abertas, pois os recursos técnicos utilizados permitem novas contribuições, remotas ou não, e por não serem ideias e arquivos fechados possibilitam edições e superposições posteriores por parte de colaboradores de faixas de áudio e vídeo diversas. Estas contribuições são sempre bem-vindas, resultando inclusive em versões variadas para uma mesma raiz compositiva.

O conhecimento para estas realizações parte de um universo amplo, descontínuo e intuitivo de observações. A música modal, serial e eletroacústica; o jazz, o progressivo e a música étnica; a poesia oral, as performances teatrais; as rezas, mantras e discursos; os ruídos ambientais urbanos, sons de máquinas, de animais e da natureza, que aliados a animações digitais em 3d, fotografia autoral, vídeos incidentais, grafismos evolutivos caligráficos ou digitais compõem um espectro de possibilidades combinatórias.

Fazem parte deste universo de referências as obras de criadores como Brian Eno, Uakti, Robert Fripp, Tycho, Dahfer Youssef, Rob Rich, Edgar Froese, Juan Agreta, Cláudia Cimbleris, Steve Reich e outros. As parcerias e diálogos com artistas como Marco Antonio Guimarães, Paulo Santos, Eder Santos, Fabio Carvalho, Isabel Lacerda, Alexandre Cavalcante, LamieLa, Gilfranco Alves, Rick Bolina, Arnaldo Dias Baptista, Marcio Diniz, Dirceu Cheib, Jorge dos Anjos, Lô Borges, Eliza Gazzinelli, Daniella Zupo, Maria Bragança, Graziela Mello Vianna e Daniel D’Olivier também em muito ajudam na evolução do pensamento do projeto Pterodata e na produção de novos resultados.

O espaço sem fronteiras da internet é importante para a evolução e divulgação do projeto.2 É na www, através de sites especializados e rádios digitais, que surgem ouvintes, opiniões, críticas e parcerias provenientes de diversos pontos do planeta. Os principais tags para a identificação destas sonoridades e imagens são: experimental, minimal, sound design, spoken word, psicodelia, jazz, progressive, soundscape, chillout, meditation,entre outros.

O Pterodata apresenta, em 2009, dois novos trabalhos Foz e Welt, com composições e execuções de João Diniz ao computador e com a participação de músicos como Daniel D’Olivier, Lincoln Cheib, Ricardo Cheib, Rick Bolina, Gilfranco Alves, João Marcelo Diniz, o artista alemão Thomas Schöenauer e a cantora franco-marroquina LamieLa. Foz apresenta sonoridades mais ligadas ao conceito de execução em conjunto com os instrumentistas, enquanto Welt lida com ambientes e climas mais experimentais. Estes discos foram mixados e masterizados e, em grande parte, gravados por Dirceu Cheib no conhecido Estúdio Bemol em Belo Horizonte. Os áudios aqui apresentados Nebulosa e Fibonacci são dos CDs Foz e Welt, respectivamente.

Estes dois CDs foram lançados em Belo Horizonte no espetáculo ‘Suítes Foz do Mundo’ onde João Diniz dividiu o palco com o multi-instrumentista Daniel D’Olivier.3 Este evento sintetiza a experiência em apresentações anteriores, onde se desenvolvem as possibilidades de performances ao vivo unindo sons, imagens e textos falados.

A partir das inserções do projeto Pterodata em diferentes produções, como por exemplo, no filme EdJK de 2008 dirigido por Eliza Gazzinelli sobre o utópico mega-condomínio residencial JK, projeto de Oscar Niemeyer de 1954 em Belo Horizonte, e a trilha sonora do filme curto ‘Olhocinefoto’ de 2009 dirigido por Fábio Carvalho e editado por Isabel Lacerda, que propõe um fio interdisciplinar ligando a arquitetura, a fotografia, o cinema, a música e a poesia, podemos confirmar a imbricação, inerente ao projeto, de linguagens arquitetônicas, sonoras, literárias, fílmicas e fotográficas.

A experiência deste projeto interdisciplinar – mais que investigar de forma produtiva as possibilidades de um pensar arquitetônico e ambiental adiante das reflexões tradicionais das academias e de um fazer complementar a produção de projetos – procura aliar seu discurso e ideologia a conceitos ligados a uma nova consciência ambiental e social, onde numa postura política necessária ao século XXI, aspectos relativos à sustentabilidade, ou seria melhor dizer durabilidade, do planeta, são imprescindíveis.

Desta forma, o projeto Pterodata através das chamadas novas mídias, redes de comunicação e acesso a diversos meios informatizados de produção e divulgação se une a grupos e caminhos que parecem indicar a possibilidade de um novo renascimento cultural digital neste momento onde caberá aos indivíduos e às comunidades se posicionarem ativamente frente aos desafios e linguagens desta nova era.

Referências

DINIZ, J.; SEGRE, R. João Diniz arquiteturas. Belo Horizonte: C/Arte; AP Cultural, 2002.

SCHAFFER, R. M. A afinação do mundo: uma exploração pioneira pela história passada e pelo atual estado do mais negligenciado aspecto do nosso ambiente: a paisagem sonora. São Paulo: Editora UNESP, 2001.

CDs (em edição física)

DINIZ, J. Octopus. Belo Horizonte: TransRecords, 2001. Disco sonoro.

DINIZ, J. Pterodata. Belo Horizonte: TransRecords, 2001. Disco sonoro.

1 Ver capítulo ‘Trilhas Acadêmicas’ em DINIZ, J.; SEGRE, R. João Diniz arquiteturas. Belo Horizonte: C/Arte; AP Cultural, 2002.

2 Os dois primeiros trabalhos Octopus e Pterodata (2001) foram lançados em CDs, os posteriores Magma de 2004 e Intruder de 2006 existem apenas no espaço virtual, onde estão disponíveis para audição e download em vários links.

3 Este espetáculo contou com a participação dos músicos Marilene Clara, Ricardo Cheib, Kiko Pederneiras e João Marcelo Diniz.

PTERODATA. Welt. Belo Horizonte: JDArq, 2009. Disco sonoro.

PTERODATA. Foz. Belo Horizonte: JDArq, 2009. Disco sonoro.

Filmes

EdJK. Produção de Eliza Gazzinelli. Belo Horizonte: Olhar XXI, 2008.

Olhocinefoto. Produção de Fabio Carvalho. Belo Horizonte: Ufa Audiovisual, 2009.

Pterodata: an interdisciplinary experience

João Diniz e Graziela Mello Viana

João Diniz is an Architect, Master in Civil Engineering and Professor at Fundação Mineira de Educação e Cultura, Brazil.

Graziela Mello Vianna is PhD in Communication and Professor in Sound and Sense area at Universidade Federal de Minas Gerais, Brazil.

How to quote this text: Diniz J. and Vianna G. M., 2010. Pterodata: an interdisciplinary experience. Translated from Portuguese by Vitor Locilento Sanches, V!RUS, 04, [online] Available at: <http://www.nomads.usp.br/virus/virus04/?sec=4&item=6&lang=en>. [Accessed: 20 03 2019].

Within a reflection which aims to expand the architectural, urban and environmental boundaries of thinking and doing, the architect João Diniz - who works in Belo Horizonte and has built his work related to contemporary national and is also Professor on the FUMEC's University of Architecture – proposed, after the year of 2000, the transArquitetura (transArchitecture) discipline, which adds to the background of architecture, urbanism and design experiments in the fields of poetry / literature, photography, video art, drawing, painting, stage design, sculpture, critical consciousness / body / spiritual and the exploration of sonic environments and music.1

In this context of multiple reflections Pterodata project is born, new word that combines the idea of ptero, or kite flying, and also the prehistoric bird, the pterosaur, the concept of data, files, nowadays information files, ie an extra time and space adventure, pan-historical, seeking to link to the past, present and future.

The Pterodata project takes advantage of current communication networks and virtual analog and digital resources to conduct and disseminate their research and findings, which mostly stem from the idea of the existence of spaces to be re-created into sonic environments, filmic or photographic.

The working method of the experimentation from evolutionary concepts and integrated where sounds, textures, melodic and rhythmic cells and various sound samplers are combined with singing, spoken texts, voices and sounds collected in daily life and contributions of several musicians. We agree here with the proposition of Murray Schaffer (2001), a Canadian researcher who deals with the contemporary soundscapes. Schaffer argues that, given the independence of music in relation to the concert halls and the proliferation of techniques to produce an album from the "random procedures" fall down the traditional definitions of music related to the formal knowledge of such arts field. Making music is no longer a specific skill of musicians and it becomes possible to him who has the mastery of new production techniques. The new techniques also allow new sound elements, beyond the traditional musical instruments, musical composition to be incorporated. Thus, "today, all sounds are part of a continuous field of possibilities, which belongs to the realm of understanding music. Here is the new orchestra, the sounding universe! And the musicians: anyone and anything that sounds! " (Schaffer 2001, p.20).

In the project Pterodata, this sonorous universe consists of instruments, voices and sounds of everyday life is always related to the notion of space and structure. The time of the soundtrack / film is divided into modules and complementary, offering a different discourse, narrative or abstract, that moment passes and linking environment and taking the graphics / visual programs for editing and compositing the results with suggestions sound / music obtained. New features allow technicians to chance and improvisation often involved the process through, for example, the input data that can be done via mouse, keyboard / controller, spontaneous speech, open environmental recording or acoustic participation or electronic of the musicians and artists. With such independence of formal musical knowledge enabled by technology and access to various software, the Pterodata uses procedures to create and produce random, thus transforming mathematical sequences, such as the Fibonacci series, or architectural drawings and sketches in aural "interpreted" not only for musicians but also for digital audio programs.

In later stages, or parallels, the phonograms in progress join several photographic cells' pictures or video edited together to create the hybrid element where sound and picture files disintegrate resulting in languages that coexist with the video clip, video-art, documentary, photo essay temporalized and animation. These pieces are usually released on www or participate in performances where into them are linked new layers connected to the presentation's moment. Some phonograms and videos can be considered as open works, because the technical resources used allow new contributions, remote or not, and because they aren't ideas and closed files enable overlays and subsequent editions by employees of tracks from audio and video variety. These contributions are always welcome, even resulting in varying versions for the same root composition.

The knowledge for these achievements in a wide universe, discontinuous and intuitive of observations. The modal music, serial and electro-acoustic, jazz, progressive rock and ethnic music; oral poetry, theater performances, prayers, mantras and speeches; urban environmental noises, sounds of machines, animals and nature, which combined with 3D digital animation, copyright photography, incidental videos, evolution graphics or digital calligraphic form a spectrum of combinatorial possibilities.

Part of this universe of references the works of creators such as Brian Eno, Uakti, Robert Fripp, Tycho, Dahfer Youssef, Rob Rich, Edgar Froese, Juan Agreta, Cláudia Cimbleris, Steve Reich and others. Partnerships and dialogues with artists such as Marco Antonio Guimarães, Paulo Santos, Eder Santos, Fabio Carvalho, Isabel Lacerda, Alexandre Cavalcante, LamieLa, Gilfranco Alves, Rick Bolina, Arnaldo Dias Baptista, Marcio Diniz, Dirceu Cheib, Jorge dos Anjos, Lô Borges, Eliza Gazzinelli, Daniella Zupo, Maria Bragança, Graziela Mello Vianna and Daniel D’Olivier also greatly help in the evolution of Pterodata's design thought and the production of new results.

The non-frontiers of the Internet is important for the development and dissemination of the project .2 It's on the www, through specialized web sites and digital radios, which arise listeners, reviews, critiques and partnerships from various parts of the planet. The top tags for the identification of these sounds and images: experimental, minimal, sound design, spoken word, psicodelia, jazz, progressive, soundscape, chillout, meditation, among othes.

The Pterodata shows in 2009, two new works Foz and Welt, compositions and performances of John Diniz in the computer and with the participation of musicians like Daniel D’Olivier, Lincoln Cheib, Ricardo Cheib, Rick Bolina, Gilfranco Alves, João Marcelo Diniz, te German artist Thomas Schöenauer and the Franco-Moroccan singer LamieLa. Foz presents sounds more related to the concept of execution with the performers, while Welt deals with more experimental environments and climates. These discs have been mixed and mastered, and largely, recorded by Dirceu Cheib in the knowns Bemol Studio, in Belo Horizonte. The audios here presented,Nebulosa and Fibonacci, are from the Foz and Welt CDs respectively.

These two CDs were introduced in the show in Belo Horizonte ‘Suítes Foz do Mundo’ where João Diniz has shared the stage with multi-instrumentalist Daniel D’Olivier.3 This event epitomizes the experience in previous presentations, where they develop the possibilities of live performances combining sounds, images and spoken text.

Based on the insertions of the project Pterodata in different productions, such as in the movieEdJK of 2008 directed by Eliza Gazzinelli about utopian mega-residential condominium JK, Oscar Niemeyer's 1954 project in Belo Horizonte, and the soundtrack of the short film ‘Olhocinefoto’ of 2009 directed by Fábio Carvalho and edited by Isabel Lacerda, proposes an interdisciplinary wire connecting the architecture, photography, cinema, music and poetry, we confirm the overlap inherent in the design of architectural languages, sound, literary, filmic and photographic.

The experience of this interdisciplinary project – more then productively investigate the possibilities of a architectural and environmental thinking foward the tradicional reflexions of the academies and of a complementary know-how of the projects production – seeks to link its discourse and ideology on concepts related to a new environmental and social consciousness, where a policy stance necessary for the 21th century, aspects of sustainability, or should be said durability, of the planet, are essential.

Thus, the project Pterodata through the so-called new media , communication networks and access to various computerized means of production and dissemination joins groups and paths that seem to indicate the possibility of a new digital cultural renaissance at the moment where it is up to individuals and communities to actively position themselves facing the challenges of this new era and Languages.

References

Diniz J. and Segre R., 2002. João Diniz arquiteturas. Belo Horizonte: C/Arte, AP Cultural.

Schaffer R. M., 2001. A afinação do mundo: uma exploração pioneira pela história passada e pelo atual estado do mais negligenciado aspecto do nosso ambiente: a paisagem sonora. São Paulo: Editora UNESP.

CDs (physically published)

Octopus., 2001. [CD-ROM] João Diniz. Belo Horizonte: TransRecords.

Pterodata., 2001. [CD-ROM] João Diniz. Belo Horizonte: TransRecords.

1 See chapter ‘Trilhas Acadêmicas’ in Diniz J. and SEGRE R., 2002. João Diniz arquiteturas. Belo Horizonte: C/Arte, AP Cultural.

2 The two first works Octopus and Pterodata (2001) were released on CDs, te posterior Magma of 2004 and Intruder of 2006 exist only in virtual space, which are available for listening and download from various links.

3 This show was attended by the musicians Marilene Clara, Ricardo Cheib, Kiko Pederneiras and João Marcelo Diniz.

Welt., 2009. [CD-ROM] Pterodata. Belo Horizonte: JDArq.

Foz., 2009. [CD-ROM] Pterodata.Belo Horizonte: JDArq.

Films

EdJK., 2008. [video] Eliza Gazzinelli. Belo Horizonte: Olhar XXI.

Olhocinefoto., 2009. [video] Fabio Carvalho. Belo Horizonte: Ufa Audiovisual.