Sistema de espaços livres de uso público: um estudo sobre o Grande Centro de Vila Velha

Larissa Andara Ramos, Luciana Netto de Jesus

Larissa Andara Ramos é arquiteta e urbanista, Doutora em Tecnologia e Projeto para a Qualidade Ambiental na Arquitetura e na Cidade. Professora do curso de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade Vila Velha. Membro do grupo de pesquisa ArqCidade. Estuda qualidade ambiental do edifício e da cidade, tecnologias alternativas de construção, habitação de interesse social, infraestrutura urbana e meio ambiente.

Luciana Netto de Jesus é arquiteta e urbanista, Doutora em Engenharia Civil. Professora na Universidade de Vila Velha. Membro do grupo de pesquisa ArqCidade. Estuda gestão e desempenho da arquitetura e da cidade, diagnóstico e estratégias de sustentabilidade, análise ambiental e eficiência energética de edifícios.


Como citar esse texto: RAMOS, L. A.; JESUS, L. N. Sistema de espaços livres de uso público: um estudo sobre o Grande Centro de Vila Velha. V!RUS, São Carlos, n. 14, 2017. Disponível em: <http://www.nomads.usp.br/virus/virus14/?sec=4&item=10&lang=pt>. Acesso em: 01 Jun. 2020.


Resumo

Na relação entre o ambiente construído e o natural, os espaços de circulação e de permanência ao ar livre são fundamentais para alcançar uma boa qualidade de vida. Os sistemas de espaços livres de uso público são essenciais para a vitalidade urbana e o enriquecimento sociocultural, pois favorecem o convívio e a troca de experiências, aumentando o senso de pertencimento. A integração de diversos atores, através de uma rede sistêmica, para além de tecerem a cidade, é capaz de ordenar e estruturar o meio urbano. Este trabalho apresenta um mapeamento do sistema de espaços livres de uso público da cidade de Vila Velha – ES, tendo como recorte a Regional 01 – Grande Centro, a fim de analisá-lo no contexto urbano. Para o mapeamento foi utilizado o programa ArcGIS, Plano Diretor Municipal, bem como análises realizadas através de imagens do Google Earth e visitas aos locais. Como resultado, percebeu-se uma má distribuição das praças entre os bairros da Regional estudada. Em relação às áreas verdes, a maioria são de acesso restrito, concentradas em áreas de relevo acentuado e de preservação permanente. Espera-se, com este trabalho, contribuir para intervenções futuras no sistema de espaços livres de uso público da cidade de Vila Velha-ES.

Palavras-chave: Espaços livres de uso público; Áreas verdes; Qualidade urbana.


1 Introdução

Estudos sobre a qualidade de vida da população residente nas cidades vêm assumindo proporções significativas. As relações entre o ambiente construído e o ambiente natural, os espaços de circulação, espaços de permanência agradáveis ao ar livre e as áreas verdes da cidade são fundamentais para alcançar uma boa qualidade de vida.

O processo de urbanização gera pressões no uso e na ocupação do solo das cidades, impondo a substituição de áreas naturais por centros construídos. As mudanças estruturais, sofridas pelas cidades, devido a uma urbanização desordenada, geram problemas sociais e ambientais que, consequentemente, afetam a qualidade de vida e a saúde da população.

Neste cenário, com a modificação de ambientes naturais a partir do adensamento dos edifícios, da concentração de indústrias, da abertura de vias, da impermeabilização do solo, da redução das áreas verdes, dentre outras ações impactantes do uso do solo urbano; o conforto ambiental nas cidades é modificado, alterando o microclima local e a qualidade do ar, gerando poluição sonora, aumento de temperaturas e de consumo energético.

Além dos efeitos sob a saúde da população, os efeitos sociais também são evidenciados. O adensamento da cidade e a carência de espaços de vivência, acaba por gerar uma sociedade sem interlocutores, afetando as inter-relações e o diálogo, meio essencial para discutir e tecer uma cidade. De acordo com Tardin (2010, p.8) “um sistema é visto como um conjunto de elementos passíveis de estabelecer inter-relações, físicas, funcionais, e relativas à vivência da paisagem, abertas e intrincadas entre si, com seu entorno, e com as pessoas que o vivenciam”. Neste sentido, na paisagem urbana, o reconhecimento dos espaços livres como um sistema mostra-se fundamental para reestruturar e ordenar o espaço urbano.

Alex (2011, p.126) ressalta “que o convívio social no espaço público está intimamente relacionado às oportunidades de acesso e uso”. O autor entende que estes são espaços da sociabilidade e do exercício da convivência, e, portanto, devem ser vistos como um conjunto indissociável das formas assumidas pelas práticas sociais.

Sendo assim, os espaços públicos devem permitir a integração social e serem convidativos para todo tipo de atividades de convívio humano (desde lazer, atividades esportivas, contemplação e discussões sociopolíticas). Tais espaços favorecem a integração, o desenvolvimento de atividades sociais e a vitalidade urbana, além de muitos deles serem considerados “pulmões”, auxiliando na oxigenação e renovação do ar. A condição microclimática destes espaços também constitui um elemento determinante para sua qualificação, podendo interferir na frequência e uso do espaço.

Os espaços públicos podem assumir diversas formas e tamanhos, abrangendo lugares designados ao uso cotidiano. A palavra “público” indica que esses espaços são abertos e acessíveis a todas as pessoas (ALEX, 2011). Os espaços livres de uso público, além de servirem como espaços de atividades recreativas e de lazer, também garantem importante arena para encontros, manifestações e protestos políticos (GEHL, 2014).

Deste modo, considerando-se as noções acima, os espaços livres abrangem os espaços públicos como praças, parques, ruas, praias urbanas além de terrenos privativos sem construções e vazios com ou sem potencial para áreas sociais. Dentre esses espaços, destacam-se como elementos de fundamental importância para a qualidade de vida, as praças e os parques urbanos.

Além da importância dos espaços livres para a cidade, considera-se a vegetação, um componente importante e necessário neste sistema. Givoni (1998) destaca que as áreas verdes possuem características que as diferenciam das áreas construídas, tais como: alta taxa de evaporação, baixa capacidade e condutividade térmica e baixo albedo, pois a reflexão da radiação solar é pequena. As áreas verdes podem exercer diversas funções, desde valores sobre as condições ambientais até potenciais recreativos e de destaque na paisagem urbana.

Vale destacar ainda que a quantidade de vegetação urbana tem sido mensurada através de indicadores que expressam a superfície da área verde por habitantes (IAV = Índices de Áreas Verdes). A Sociedade Brasileira de Arborização Urbana recomenda um mínimo de 15 m² de área verde por habitante (SBAU, 1996). Estocolmo, por exemplo, é uma das cidades com o maior índice de áreas verdes do mundo, com cerca 86 m² de área verde para cada habitante, além disso, 90% da população tem acesso a áreas verdes em um raio de 300 metros em relação a suas residências (PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS, 2012), permitindo assim, que a população do entorno, em um intervalo de tempo médio de 3 a 4 minutos de percurso a pé, acesse a área com facilidade.

Na cidade de Vila Velha, no Estado do Espírito Santo (município utilizado como estudo deste trabalho), verifica-se carência de espaços livres de uso público que interagem com a população. A falta de planejamento urbano, o adensamento populacional e o processo de urbanização da cidade resultaram na substituição de ambientes naturais por espaços construídos. Neste sentido, é que se pretende, através deste artigo, apresentar um levantamento do sistema de espaços livres públicos existentes no município de Vila Velha - ES, em especial na Regional 01- Grande Centro, a fim de identificá-los e classificá-los dentro do cenário urbano.

2 Material e método

Leituras de bibliografias referentes a espaços livres públicos e áreas verdes foram necessárias na realização deste trabalho, a fim de contextualizar e conceituar as áreas estudadas. A identificação das áreas foi realizada utilizando imagens de satélite e dados geográficos disponibilizados pelo programa Google Earth, confrontando as informações presentes na Lei nº 4.575/2007, Plano Diretor Municipal de Vila Velha.

Após a identificação dos espaços livres de uso público, foi desenvolvida uma base cartográfica digital, no programa ArcGIS, de geoprocessamento via satélite, com legendas de identificação específicas. Também foi utilizado o ‘Mapa Interativo’ do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), onde foi possível acessar dados populacionais, baseados no Censo 2010 (IBGE, 2010).

As áreas mapeadas foram identificadas segundo Mendonça (2015) que classifica os espaços livres de usos públicos em três grupos: espaços livres públicos de equilíbrio ambiental; espaços livres públicos de práticas sociais e espaços livres potenciais. Com as áreas identificadas e mapeadas, foi possível realizar análises e comparações gerais entre as informações coletadas, considerando o recorte da Regional 1 – Grande Centro.

3 Os sistemas de espaços livres de uso público da Regional 1 – Grande Centro

Considerada a cidade mais antiga do Estado do Espírito Santo, Vila Velha é também a segunda mais populosa. Limita-se, ao norte, com o município de Vitória; ao sul, com o município de Guarapari; a leste, com o oceano Atlântico e a oeste, com os municípios de Viana e Cariacica. Para sua melhor organização, possui cinco regiões administrativas (Fig. 1) e, de acordo com o Censo de 2010, possui 414.586 habitantes e área de unidade territorial de 209,965 km2 (IBGE, 2010).

Fig. 1: Localização do Município de Vila Velha e suas regiões administrativas - ES. Fonte: Imagem gerada pelo ArqGIS, com base na Lei nº 4707/2008, modificada pelas autoras, 2016.

De acordo com a Lei Municipal nº 4707/2008 (VILA VELHA, 2008), a Região 01 – Grande Centro (identificada na Fig. 1 em azul e evidenciada na Fig. 2 a seguir) abrange 18 (dezoito) bairros da cidade de Vila Velha-ES. Foi escolhida como recorte desta pesquisa por ter grande importância no eixo cultural, econômico e político do município. É também uma regional densamente povoada e que atrai grande quantidade de pessoas todos os dias, devido à concentração de serviços, instituições e comércio.

Fig. 2: Identificação dos bairros da Regional 01- Grande Centro. Fonte: Imagem gerada pelo ArqGIS, com base na Lei nº 4707/2008, modificada pelas autoras, 2016.

Em conformidade com o Plano Diretor Municipal de Vila Velha (VILA VELHA, 2007), a Regional 01 é constituída por Zonas de Ocupação Prioritárias (ZOP), Zonas de Proteção Ambiental e Cultural (ZEPAC) e Zonas de Especial Interesse Ambiental (ZEIA), além de possuir uma rede hidrográfica de potencial, e importantes monumentos naturais e culturais de interesse de preservação, com destaque para o Convento da Penha, Sítio Histórico da Prainha, Morro do Moreno (Fig. 3) e as Orlas das praias da Costa, Itapuã e Itaparica (Fig. 4).

Fig. 3: Morro do Moreno. Fonte: Suzany Ramos, 2016.

Fig. 4: Orla da Praia de Itaparica. Fonte: Suzany Ramos, 2016.

3.1 Espaços livres de uso público para práticas sociais da Regional 1 – Grande Centro

Segundo Mendonça (2015), os espaços livres de uso público de práticas sociais são aqueles destinados ao lazer, atividades recreativas e esportivas. Fazem parte deste grupo as praças, parques urbanos, os trechos de orlas marítimas urbanizadas (calçadão), espaços residuais associados à malha viária e a faixa de areia da praia.

Em relação aos espaços livres de uso públicos para práticas sociais, em toda Regional 1, foram identificadas apenas 1(um) parque, a orla urbanizada e 21 praças, sendo estas distribuídas de forma desigual e localizadas, principalmente, nos bairros de maior renda per capita.

Como forma de identificar os bairros e a quantidade de pessoas que utilizam os espaços públicos para práticas sociais presentes neles, foi inserido, a partir do perímetro de cada praça, um raio de 300 metros, considerado como área de influência, para que se pudesse identificar a população contemplada por estes espaços. A Figura 5 ilustra os espaços livres de uso público para práticas sociais da Regional 1 e o raio de abrangência.

Fig. 5: Mapeamento dos espaços livres de uso público para práticas sociais da Regional 1- Grande Centro e áreas de abrangências. Fonte: Imagem gerada pelo ArqGIS, modificada pelas autoras, 2016.

Considerando a abrangência de um raio de 300 metros, foi possível constatar que apenas 37,7% da população da Regional 1 tem acesso às praças. As áreas evidenciadas em cinza na Figura 5 (áreas fora do raio de abrangência), representam que grande parte da população da Regional 1 (62,3%) não tem acesso às praças, considerando o raio de 300 metros. Observa-se também a total ausência de espaços livres públicos para práticas sociais em 6 (seis) bairros, situados a noroeste da Regional estudada e considerados carentes (evidenciados em rosa, na Fig. 5). Destaca-se também uma maior concentração de espaços livres para práticas sociais em bairros com infraestrutura consolidada e valorizados pelo mercado imobiliário por estarem próximo a orla marítima.

A maioria dos espaços públicos para práticas sociais encontra-se no Centro, reunindo assim quatro praças e uma ampla área livre denominada “Parque da Prainha”, que apesar de receber nomenclatura de parque, é, na verdade, um grande espaço aberto, descoberto e árido, com falta de equipamento, infraestrutura e mobiliário. Percebe-se, desta forma, uma má distribuição e uma fragmentação dos espaços livres para práticas sociais entre os bairros da Regional. Enquanto alguns bairros possuem 4 (quatro) praças, outros não possuem nenhuma, refletindo a desigualdade de investimentos. A Figura 6 destaca a má distribuição das praças na Regional 1.

Fig. 6: Distribuição de praças por bairro Regional 1- Grande Centro. Fonte: Imagem gerada pelo Excel a partir de dados coletados na pesquisa, 2016.

Esta má distribuição reflete a carência de uma visão sistêmica dos espaços públicos, tanto que algumas áreas são privilegiadas, em detrimento de outras, e não se relacionam entre si. Uma visão integrada da cidade onde vários atores pudessem tecer o espaço, permitiria uma melhor distribuição dos espaços de convívio. Observa-se que esta visão sistêmica, na Regional 1, ocorre somente a nível de bairro e não de cidade, como consequência, percebe-se que bairros que possuem mais espaços públicos, permitem melhor o convívio entre os usuários, fortalecendo desta forma o diálogo e a participação popular nas decisões de planejamento urbano.

Dentre as análises de espaços livres de uso público para práticas sociais deu-se foco na caracterização das praças, pois são espaços livres de maior acessibilidade dentro da malha urbana, uma vez que grande parte das áreas verdes estão situadas em áreas com alta declividade e difícil acesso.

As praças da Regional são de abrangência local e possuem usos diversos. As do Centro, por exemplo, não possuem equipamentos destinados à recreação, mas são praças arborizadas (conforme observado na Fig. 7), voltadas ao descanso, e seus usuários são, em geral, idosos e moradores do bairro. Já as praças dos bairros próximos à orla (como é o caso da praça Benedito Marques Lima, situada no bairro Praia de Gaivotas - Fig. 8), estas possuem equipamentos voltados à recreação, como quadras esportivas, playgrounds e academias populares, além de possuir vivência noturna. Em ambas as praças percebe-se que o perfil socioeconômico dos usuários locais influenciam no tipo de infraestrutura e equipamentos disponíveis para a população. Vale destacar que a maioria das praças possuem abrangência local, inseridas em contextos residenciais, com frequência de uso noturna e nos finais de semana. Apenas as praças do Centro, por estarem situadas em locais com diversidade de usos (comercial, institucional e serviços), possuem maior movimentação diurna e abrangência municipal.

Fig. 7: Praça Otavio Araújo, situada no Centro. Fonte: Suzany Ramos, 2016.

Fig. 8: Praça Benedito Lima, situada no Centro. Fonte: Suzany Ramos, 2016.

De acordo com o Manual “Espaços Públicos: Diagnóstico e Metodologia de Projeto” (GATTI, 2013) há algumas características que definem as condições de um espaço público, a fim de identificar seus problemas e potencialidades para futuras adaptações e investimentos. Em relação à infraestrutura, foram analisadas: presença de iluminação, pontos de ônibus, pontos de táxi, lixeiras, postos de policiamento e preocupações com acessibilidade e desenho universal. Como atrativos e vivência foram identificados áreas sombreadas, espaço de descanso, quadra ou campo de esporte, academia popular e de idosos, área para alimentação e playgrounds.

Para representar as análises das praças, foram utilizados gráficos do tipo radar (Fig. 9 e 10) que possibilitam a interpretação de dados, atribuindo para cada parâmetro uma escala que varia de 0 a 1. Tanto para análise de “Infraestrutura” quanto para a análise dos elementos de “Atração e Vivência”, foram utilizados seis parâmetros, que geraram gráficos em formato de hexágono. Nos gráficos do tipo radar, quanto mais próxima da extremidade do polígono, maior o valor atribuído e quanto mais próximo do centro, menor o valor. Uma situação ideal seria os resultados alcançarem a forma do hexágono na sua totalidade.

A Figura 9 representa uma síntese referente às infraestruturas básicas para a qualidade das mesmas. Percebe-se que grande parte das praças é carente de policiamento e acesso ao transporte público ou particular. Por não haver segurança na maioria das praças, foi observado o uso frequente de moradores de ruas e de usuários de drogas ilícitas. Todas as praças da Regional possuem iluminação e lixeiras. Apesar das reformas recentes, apenas 50% delas possuem acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Fig. 9: Infraestrutura das praças da Regional 1 – Grande Centro. Fonte: Gráfico Radar gerado pelo Excel a partir de dados coletados na pesquisa, 2016.

No âmbito de atrativos e vivência (Fig. 10), em todas as praças foram encontrados espaços para descanso e, em 85% delas locais para alimentação, com bancos e mesas. Entretanto, grande parte delas é desprovida de arborização, elemento fundamental para proporcionar maior conforto térmico e qualidade ambiental e urbana. Algumas praças fornecem equipamentos atrativos de uso coletivo, como quadras esportivas, playgrounds e academias de idosos, sendo este último, equipamento característico dos novos modelos de praça.

Fig. 10: Elementos de Atração e Vivência das praças da Regional 1 – Grande Centro. Fonte: Gráfico Radar gerado pelo Excel, a partir de dados coletados na pesquisa, 2016.

3.2 Espaços livres público de equilíbrio ambiental da Regional 1 – Grande Centro

Os espaços livres de uso público considerados de equilíbrio ambiental, por Mendonça (2015), compreendem as áreas cobertas de vegetação significativa, que envolvem as unidades de conservação e demais áreas de valor paisagístico‐ambiental.

Para o mapeamento dos espaços livres públicos de equilíbrio ambiental, foram consideradas as Zonas Especiais de Interesse Ambiental (ZEIAs) e alguns terrenos privativos com vegetação predominante. As ZEIAs representam as Áreas de Preservação Permanente (APPs) situadas em relevo acentuado, próximo à Baía de Vitória, às ilhas oceânicas e à vegetação de restinga ao longo do litoral (identificados na Figura 11, em verde).

As áreas verdes de potencial paisagístico (AVPP) são grandes áreas verdes particulares com potencial para transformação em parque público devido à extensa área verde preservada. Alguns espaços privados foram identificados e mapeados como AVPP por disporem de considerável área coberta de vegetação, com grande quantidade de árvores. Essas áreas, apesar de privadas, constituem pequenos espaços verdes benéficos para o ambiente urbano, passíveis de serem preservados, com significativo valor ambiental e com potencial para transformação em espaços livres de uso público. Também foram mapeadas as árvores de vias públicas que geram sombra (identificadas na Figura 11, em amarelo).

Fig. 11: Mapeamento das áreas das áreas livres de equilíbrio ambiental da Regional 1- Grande Centro. Fonte: Imagem gerada pelo ArqGIS a partir de dados coletados na pesquisa, 2016.

Após o mapeamento das áreas, no entorno das áreas de preservação permanente e das áreas verdes de valor paisagístico, foi demarcado um raio de 300 metros com o objetivo de identificar a influência e a distribuição da população residente nas proximidades, beneficiada pela presença destas áreas.

Conforme já mencionado, o índice de áreas verdes (IAV) indica a quantidade de área verde (m²) por habitante. Neste trabalho, o mapeamento das áreas verdes gerou diversos IAVs, combinando diferentes cenários de áreas verdes, conforme ilustrados na Tabela 1. Essa variação nos índices de áreas verdes foi gerada por não haver um consenso, entre os autores, sobre quais desses espaços devem ser considerados para cálculo do IAV. Sendo assim, a Tabela 1 representa a combinação utilizada para cada cálculo, tendo por IAV 1 o índice que considera todas as áreas verdes mapeadas; o IAV 2, considera apenas as Áreas de Preservação Permanente (APP); o IAV 3, as APPs e a arborização das vias; o IAV 4 somente a arborização das vias; o IAV 5 considera as Áreas Verdes de Valor Paisagístico (AVPP) e a arborização das vias e, por fim; o IAV 6, somente as AVPPs.

Tab. 1: Combinação para cálculo de Índices de áreas verdes. Fonte: Tabela gerada pelo Excel a partir de dados coletados na pesquisa, 2016.

Consideradas todas as áreas verdes mapeadas, o índice da região (IAV 1) é de 16,97 m²/hab. Apesar deste índice está acima do mínimo recomendado pela SBAU (que é de 15m²/hab), constatou-se que a maioria destes espaços são constituídos por unidades de preservação permanente e, portanto, são áreas de acesso restrito, com inadequada infraestrutura e vulnerabilidade social, além de serem espaços concentrados.

Os índices mostram que, excluídas as áreas de preservação permanente, não existem espaços verdes públicos significativos distribuídos pelos bairros. Isso também permite concluir que o Poder Público tende a manter os espaços verdes que a lei exige, não se preocupando em criar novos espaços verdes distribuídos pelos bairros para melhorar a qualidade de vida da população nos aspectos ambientais e de lazer.

Se for considerado por bairro (Tab. 02) é possível observar que o IAV dos bairros limítrofes às APPs (Centro, Glória, Jaburuna e Praia da Costa), alcançam valores mais satisfatórios, enquanto aqueles mais afastados às áreas de preservação, contabilizam índices próximos ao zero. Por exemplo, o bairro Boa Vista I e Boa Vista II possuem, respectivamente, IAV1 de 0,38 e 0,35 m²/hab, enquanto, no Centro, esse índice chega a 141,25 m²/hab.

Tab. 2: Distribuição das áreas verdes por bairro da Regional 01- Grande Centro. Fonte: Tabela gerada pelo Excel, a partir de dados coletados na pesquisa, 2016.

É grande o impacto das APPs no cálculo do IAV, considerando toda a área verde mapeada, o índice é de 16,97m²/hab. (IAV 1), mas, se considerado somente as áreas de preservação permanente, o índice é de 14,28 m²/hab. (IAV 2), e sem a APP o índice cai para 1,95 m²/hab (IAV 5), conforme Tabela 1.

Somando-se as áreas de sombras proporcionadas pelas árvores das vias públicas, o índice (IAV 4) é de apenas 1,15m²/hab. e evidencia a precariedade da arborização urbana distribuída pelos bairros. É nítida a maior escassez da arborização das vias nos pontos da regional dominados pelo mercado imobiliário, através do processo de verticalização, e maior concentração onde há predominância de residências unifamiliares.

Outro ponto relevante é o raio de abrangência das áreas de equilíbrio ambiental. A Fig. 11 apresenta também uma mancha no entorno das APPs, que indica um raio de 300 metros a partir do seu limite. Esse raio abrange um baixo percentual da população da Regional estudada, o que indica a necessidade de inserção de novas áreas verdes distribuídas de forma mais equilibrada entre os bairros da região. Exemplo disso são as áreas verdes de potencial paisagístico (AVPP), que, apesar de particulares, beneficiam o ambiente urbano. As áreas de potencial paisagístico geram sozinhas um IAV de 0,80 m²/hab. (IAV 6).

3.3 Espaços livres potenciais da Regional 01 – Grande Centro

Para identificação dos espaços livres potenciais foi utilizado como referência o Manual “Espaços Públicos: Diagnóstico e Metodologia de Projeto” que contém informações importantes sobre métodos para análise dos espaços livres potenciais (GATTI, 2013).

Os terrenos potenciais foram identificados confrontando as áreas não contempladas pelo mapeamento dos espaços livres de uso público para práticas sociais e de equilíbrio ambiental e suas áreas de abrangências, considerando o raio de influência de 300 metros, preenchendo os espaços deficientes, conforme Figuras 12 e 13. Para as áreas destinadas a práticas sociais, foram mapeados terrenos potenciais com área superior a 400,00 m², seguindo os parâmetros mínimos para metragem quadrada de espaços públicos, com base nos estudos de Jacobs (2000) e Alexander; Ishikawa e Silverstein (1977), que defendem a ideia de praças pequenas para fortalecimento da vitalidade urbana em escala de vizinhança.

Dentre os terrenos mapeados, foram identificados alguns terrenos como prioritários. A seleção dos terrenos prioritários partiu-se da análise do raio de 300 metros de distância dos espaços públicos para práticas sociais existentes (identificados na Fig. 12 em amarelo). Aqueles fora das áreas de abrangência dos espaços livres de uso público para práticas sociais existentes e mapeados, foram considerados terrenos prioritárias (evidenciadas na Fig. 12 em vermelho).

Fig. 12: Mapeamento dos espaços livres para práticas sociais e espaços potenciais da Regional 1. Fonte: Imagem gerada pelo ArqGIS, a partir de dados coletados na pesquisa, 2016.

O mesmo foi realizado para as áreas de equilíbrio ambiental. Foram identificados espaços carentes de áreas verdes e, a partir de cada espaço identificado, também foram estabelecidos raios de 300 metros no seu entorno. Os espaços potenciais que foram mapeados estão localizados em áreas que visam preencher esses espaços carentes de espaços de equilíbrio ambiental.

Fig. 13: Mapeamento dos espaços livres de equilíbrio ambiental e espaços potenciais da Regional 1. Fonte: Imagem gerada pelo ArqGIS a partir de dados coletados na pesquisa, 2016.

Diante dos mapas, é possível observar que os terrenos prioritários, evidenciados em amarelo na Figura 13, são de extrema importância para equilibrar a presença de espaços de equilíbrio ambiental e contribuir para melhoria da qualidade de vida urbana da população. Acredita-se que terrenos potenciais, que não dispõem ainda de áreas verdes, podem ser trabalhados, pelo município, para criação de parques ou praças, com abundante vegetação e taxa de permeabilidade, voltados também para atividades sociais e de recreação.

4 Conclusão

No mapeamento dos espaços livres para práticas sociais, nota-se uma carência e uma má distribuição das praças, sendo que grande parte delas estão localizadas em bairros com melhor infraestrutura. A má distribuição destes espaços também ocorre entre os bairros da Regional, refletindo a desigualdade de investimentos. Nas praças analisadas neste trabalho também foi possível identificar que há uma ausência de mobiliários e principalmente equipamentos de lazer que contemplem todas as faixas etárias.

A pesquisa ainda mostra, através do mapeamento das áreas de equilíbrio ambiental, que as áreas verdes, possuem características específicas e, portanto, localizações diferentes. Tais espaços não atendem homogeneamente à população da Regional, pois são concentrados, em especial próximos ao litoral e em áreas de relevo acentuado, às margens da Baía de Vitória. Nos demais bairros faltam espaços verdes e em toda a região a arborização das vias é precária.

As considerações comprovam que, na região estudada, não existe uma visão sistêmica dos espaços públicos existentes. As áreas são compartimentadas nos bairros, com influências locais, não abrangendo toda a população da regional, além de não existir uma relação marcante entre as áreas verdes e os espaços livres para práticas sociais identificados, confirmando o que afirma Tardin (2010), que grande parte dos municípios brasileiros estão produzindo espaços que tendem a não se relacionar entre si, refletindo uma relação desfavorável entre os sistemas urbanos e biofísicos.

Busca-se uma cidade com seus espaços livres integrados e conectados e não fragmentados e segregados em pequenos espaços, situados em bairros. Neste sentido, os espaços livres potenciais são de grande importância para modificar esta realidade. A presença de terrenos livres potenciais poderá vir, através de investimentos, suprir a carência de espaços livres de uso público, contribuir para integração dos espaços e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida urbana da população de todo o município.

A importância da população é fundamental em todo o processo. As políticas públicas somente poderão ser bem-sucedidas quando forem formuladas através da participação conjunta entre residentes, políticos, academia e planejadores, com base na opinião dos cidadãos. Sugere-se, dentre outras diretrizes, o desenvolvimento de um plano de arborização urbana municipal; implementação de novos espaços públicos em terrenos potenciais e contratos com empresas privadas para prestação de serviços de manutenção dos espaços públicos existentes.

Recomenda-se um aprofundamento nos estudos visando a criação de políticas públicas que buscam o desenvolvimento de uma rede de espaços públicos para o município, de forma integrada e interligada, com diversidade de uso, com espaços de interação social e ambiental, destinados a um público local, mas também espaços de abrangência regional, municipal e até metropolitano.

Agradecimentos

As autoras deste trabalho agradecem a Universidade de Vila Velha (UVV) e a Fundação Nacional de Desenvolvimento do Ensino Superior Particular (FUNADESP), pelo apoio recebido, e as alunas de iniciação científica Natiele Dalbó, Patricia Palhano, Suzany Ramos e Ohanna Ferri, pela contribuição no trabalho.

Referências

ALEX, S. Projeto da Praça: Convívio e Exclusão no Espaço Público. 2a ed. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2011.

ALEXANDER, C.; ISHIKAWA, S.; SILVERSTEIN, M. A pattern language. Nova Iorque: Oxford University Press, 1977.

GATTI, S. Coordenação do Programa Soluções para Cidades. Espaços Públicos. Diagnóstico e Metodologia de projeto. São Paulo: ABCP, 2013. Disponível em:< http://www.solucoesparacidades.com.br/wp-content/uploads/2013/11/Manual%20de%20espacos%20publicos.pdf>. Acesso em: 17 Abr. 2017.

GEHL, J. Cidade para Pessoas. São Paulo: Perspectiva. 2014.

GIVONI, B. Climate considerations in building and urban design. Nova Iorque: John Wiley & Sons, 1998.

GOOGLE. Google Earth website. Disponível em: <http://earth.google.com/>. Acesso em: 12 Mar. 2016.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. CENSO DEMOGRÁFICO 2010: Características da população e dos domicílios: resultados do universo. Rio de Janeiro: IBGE, 2010.

JACOBS, J. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

MENDONÇA, E. M. S. A importância metropolitana do sistema de espaços livres da região de Vitória – ES – Brasil. In: EURO ELECS 2015, 2015, Guimarães, Portugal. Anais... v. 3.

PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS. Metas de Sustentabilidade para os Municípios Brasileiros (Indicadores e Referências). São Paulo: Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis. Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Ago. 2012.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ARBORIZAÇÃO URBANA – SBAU. Carta de Londrina e Ibiporã. Boletim Informativo, v. 3, n. 5, p. 3, 1996.

TARDIN, R. Ordenação Sistêmica da Paisagem. In: ENANPARQ, 1. Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: PROURB, 2010.

VILA VELHA. Lei nº 4.575 de 26 de novembro de 2007. Plano Diretor Municipal de Vila Velha. Prefeitura Municipal de Vila Velha. Prefeitura Municipal de Vila Velha-ES, 2007.

VILA VELHA. Lei nº 4.707 de 10 de setembro de 2008. Institucionalização dos bairros nas Regiões Administrativas, os limites e a denominação dos mesmos e os critérios para organização e criação de bairros, no perímetro urbano do Município. Prefeitura Municipal de Vila Velha-ES, 2008.

A system of open spaces for public use

Larissa Andara Ramos, Luciana Netto de Jesus

Larissa Andara Ramos is architect and urban planner, Doctor in Technology and Project for Environmental Quality in Architecture and City. Professor of Architecture and Urbanism course at Vila Velha University. She is member of research group ArqCidade. She studies environmental quality of buildings and cities, alternative construction technologies, social interest housing, urban infrastructure and environment.

Luciana Netto de Jesus is architect and urban planner, Doctor in Civil Engineering. Professor at Vila Velha University. She is member of research group ArqCidade. She studies architecture and city management and performance, sustainable diagnosis and strategies, environmental analysis and energetic efficiency of buildings.


How to quote this text: Ramos, L. A. and Jesus, L. N. A system of open spaces for public use: a study about the Greater Downtown Area of Vila Velha, ES. V!RUS, 14. [online] Available at: <http://www.nomads.usp.br/virus/virus14/?sec=4&item=10&lang=en>. [Accessed: 01 June 2020].


Abstract

In the relationship between the built environment and the natural environment, spaces for circulation and permanence in the open air are fundamental to achieve a high quality of life. Public space systems are essential for urban vitality and socio-cultural enrichment, as they favor living and sharing experiences, increasing the sense of belonging. Besides weaving the city, the integration of several actors through a systemic network can order and structure the urban environment. This study presents a mapping of the system of free spaces for public use in the city of Vila Velha, ES, Brazil cutting out Region 01 – Greater Downtown Area, in order to analyze it in the urban setting. For mapping, we used the ArcGIS software program, Municipal Master Plan, as well as analyses performed through Google Earth images and site visits. As a result, we noticed a poor distribution of the squares among the neighborhoods of the Region studied. Concerning green areas, most have restricted access, concentrated in areas of marked relief and permanent preservation. This study is expected to contribute to future interventions in the system of free spaces for public use in the city of Vila Velha, ES, Brazil.

Keywords: Free spaces for public use; Green areas; Urban quality.


1 Introduction

Studies on the quality of life of the resident population in the cities have assumed significant proportions. The relationships between the built environment and the natural environment, the circulation spaces, pleasant outdoor spaces and the green areas of the city are fundamental to achieve a high quality of life.

The urbanization process generates pressures in the use and occupation of the urban soil, imposing the replacement of natural areas by built centers. The structural changes suffered by cities, due to disorderly urbanization, generate environmental and social problems that, consequently, affect the quality of life and health of the population.

The scenario related to the modification of natural environments, from densification of buildings, the concentration of industries, the opening of roads, soil waterproofing, the reduction of green areas and other impactful actions of urban land use, changes the environmental comfort in the cities. Such modifications are responsible for altering the local microclimate and the quality of air, generating noise pollution, increase in temperatures and energy consumption.

In addition to the effects on the population health, social consequences are also evidenced. The denseness of the city and the lack of living spaces end up generating a society without interlocutors, affecting interrelations and dialogue, an essential means to discuss and weave a city. According to Tardin (2010, p. 8), "a system is seen as a set of elements capable of establishing interrelations that are physical, functional, and relative to the landscape experience, as well as open and intricate with each other, with their environment, and with the people who experience it ". Thus, in the urban landscape, the recognition of free spaces as a system proves to be fundamental to restructure and order the urban space.

Alex (2011, p. 126) points out that "social interaction in public space is closely related to opportunities for access and use". The author understands that these are spaces of sociability and the exercise of coexistence, and therefore must be seen as a whole set of forms assumed by social practices.

Therefore, public spaces should allow for social integration and be inviting to all kinds of human activities (from leisure, sports activities, contemplation and socio-political discussions). Such areas favor integration, the development of social activities and urban vitality, and many of them are considered "lungs", helping oxygenation and renewal of the air. The microclimatic condition of these spaces is also a determinant element for their qualification, which can interfere with the frequency and use of space.

Public spaces can take many forms and sizes, covering places designated for everyday use. The word "public" indicates that these spaces are open and accessible to all people (Alex, 2011). Besides serving as spaces for recreational and leisure activities, such spaces also guarantee important arena for meetings, demonstrations and political protests (Gehl, 2014).

Thus, considering the above notions, open spaces encompass public spaces such as squares, parks, streets, urban beaches as well as a private land without constructions and voids with or without a potential for social areas. Among these spaces, squares and urban parks stand out as elements of fundamental importance for the quality of life.

Besides the importance of free spaces for the city, vegetation is considered an important and necessary component in this system. Givoni (1998) points out that green areas have characteristics that differ from built-up areas, such as high evaporation rate, low capacity and thermal conductivity and low albedo because the reflection of solar radiation is small. Green areas can play various roles, from values on the environmental conditions to potential recreation and highlight in the urban landscape.

It is also worth mentioning that the amount of urban vegetation has been measured through indicators that express the area of the green area per inhabitant (GAI = Green Areas Index). The Brazilian Society of Urban Arborization recommends a minimum of 15 m² of green area per inhabitant (SBAU, 1996). Stockholm, for example, is one of the cities with the highest index of green areas in the world, with about 86 m² of green space for each inhabitant. Also, 90% of the population has access to green areas within a radius of 300 meters from their residences (Programa Cidades Sustentáveis, 2012), thus allowing the surrounding population, in an average time interval of 3 to 4 minutes of walking distance, to easily access these areas.

In the city of Vila Velha, in State of Espirito Santo, Brazil (municipality used in this study), there is a lack of public spaces that interact with the population. The lack of urban planning, population densification and the urbanization process of the city resulted in the replacement of natural environments by built spaces. In this sense, this article is intended to present a survey of the system of public spaces existing in the municipality of Vila Velha, ES, especially in Region 01 - Greater Downtown Area, to identify and classify them within the urban setting.

2 Material and Method

Bibliographies review referring to public spaces and green areas were necessary for the accomplishment of this study so as to contextualize and conceptualize the studied areas. The identification of areas was carried out using satellite images and geographic data provided by the Google Earth program, comparing the information presented in Law 4.575/2007, Municipal Master Plan of Vila Velha.

After the identification of the free spaces for public use, a digital cartographic base was developed in the ArcGIS software program of satellite geoprocessing with accurate identification labels. The 'Interactive Map' of the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) was also used, where it is possible to access population-based data, based on the 2010 Census (IBGE, 2010).

The mapped areas were identified according to Mendonça (2015), who classifies public spaces in three groups: Public spaces of environmental balance; Public spaces of social practices; and potential free spaces. With the areas identified and mapped, it was possible to perform general analyses and comparisons between the information collected, considering the cutout of Region 1 - Greater Downtown Area.

3 Systems of free spaces for public use of Region 1: theGreater Downtown Area

Considered the oldest city in the State of Espírito Santo, Vila Velha is also the second most populous one. It is bordered to the North by the municipality of Vitória; to the South, by the municipality of Guarapari; to the East, by the Atlantic Ocean, and to the West, by the municipalities of Viana and Cariacica. For its best organization, it has five administrative regions (Fig. 1) and, according to the 2010 Census, it has 414,586 inhabitants and a territorial area of 209,965 km2 (IBGE, 2010).

Fig. 1: Location of the Municipality of Vila Velha and its administrative regions, ES, Brazil. Source: Image generated by ArcGIS, based on Law 4707/2008, modified by the authors, 2016.

According to Municipal Law no. 4707/2008 (Vila Velha, 2008), Region 01 - Greater Downtown Area (identified in Fig. 1 in blue and shown in Fig. 2 below) covers 18 (eighteen) neighborhoods of the city of Vila Velha, ES. It was chosen as a cut of this research because it has great importance in the cultural, economic and political axis of the municipality. It is also a densely populated regional and attracts large numbers of people every day due to the concentration of services, institutions and commerce.

Fig. 2. Identification of the neighborhoods of Region 01 - Greater Downtown Area. Source: Image generated by ArcGIS, based on Law 4707/2008, modified by the authors, 2016.

According to the Vila Velha Municipal Master Plan (Vila Velha, 2007), Region 01 is made up of Priority Occupancy Zones (ZOP), Environmental and Cultural Protection Zones (ZEPAC) and Zones of Special Environmental Interest (ZEIA). (Convento da Penha Convent, Historical Site of Prainha, Morro do Moreno Hill (Fig. 3) and the waterfront of the beaches of Costa, Itapuã and Itaparica (Fig. 4).

Fig. 3. Moreno Hill. Source: Photo by Suzany Ramos, 2016.

Fig. 4. Itaparica Beach. Source: Photo by Suzany Ramos, 2016.

3.1 Free spaces of public use for social practices of Region 1: the Greater Downtown Area

According to Mendonça (2015), free spaces of public use for social practices are those intended to leisure, recreational and sports activities. This group includes squares, urban parks, stretches of urbanized seafront (boardwalk), residual spaces associated with the road network and the sand strip of beaches.

Concerning public use spaces for social practices, in all of Region 1, we identified only one park, the urbanized seafront, and 21 squares, these being unevenly distributed and located mainly in the neighborhoods with the highest income per capita.

As a way of identifying the regions and the number of people that use public spaces for social practices in each of them, a radius of 300 meters, considered as an area of influence, was inserted from the perimeter of each square, so that the population contemplated by these spaces could be identified. Figure 5 illustrates the free spaces for public use for social practices of Region 1 and their radius range.

Fig. 5. Mapping of free spaces for public use for social practices of Region 1 - Greater Downtown Area and areas of coverage. Source: Image generated by ArcGIS, modified by the authors, 2016.

Considering the scope of a radius of 300 meters, it was possible to verify that only 37.7% of the population of Region 1 can access squares. The areas highlighted in gray in Figure 5 (areas outside the scope range) show that a large part of the population of Region 1 (62.3%) does not have access to the squares, considering the radius of 300 meters. We can also observe the total absence of public spaces for social practices in 6 (six) neighborhoods, located northwest of the Region studied and considered as needy (shown in pink in Fig. 5). It is also worth mentioning a greater concentration of free spaces for social practices in neighborhoods with consolidated infrastructure and valued by the real estate market because they are close to the seafront.

Most public spaces for social practices are found in the Center, bringing together four squares and a large free area called "Parque da Prainha", which, despite receiving park nomenclature, is, in fact, a large open space, uncovered and arid, with a lack of equipment, infrastructure, and furniture. We perceive thus a sparse distribution and a fragmentation of the free spaces for social practices among the Region's neighborhoods. While some neighborhoods have 4 (four) squares, others do not have any, reflecting the inequality of investments. Figure 6 highlights the poor distribution of squares in Region 1.

Fig. 6: Distribution of squares per neighborhood - Region 1 - Greater Downtown Area. Source: Image generated by Excel from data collected in the research, 2016.

Such sparse distribution reflects the lack of a systemic view of public spaces, so that some areas are privileged to the detriment of others, and they are not related to each other. An integrated view of the city where several actors could weave the space would allow a better distribution of the spaces of conviviality. It is observed that this systemic view, in Region 1, occurs only in the neighborhood and not at the city level. As a result, neighborhoods with more public spaces allow better the conviviality among users, thus strengthening dialogue and popular participation in urban planning decisions.

The analyses of free spaces for public use for social practices focused the squares characterization as they are free spaces of greater accessibility within the urban network, and most of the green areas are found in areas with high slope and difficult access.

The Region squares have local scope and diverse uses. Those of the Center, for example, do not have recreational facilities, but they are wooden squares (as shown in Fig. 7), aimed at resting, and their users are mostly elderlies and neighborhood residents. The squares of the neighborhoods near the seafront (such as Benedito Marques Lima Square, located in the neighborhood of Praia de Gaivotas - Fig. 8) have a recreational equipment, such as sports courts, playgrounds and popular gyms, as well as nightlife. In both squares, it can be seen that the socioeconomic profile of local users influences the type of infrastructure and equipment available. It should be noted that most of the squares have local coverage, inserted in residential contexts, with frequent use at night and on weekends. Only those squares of the Center, because they are located in places with different purposes (commercial, institutional and services), have greater daytime movement and public coverage.

Fig. 7: Otavio Araújo Square, located in the Center. Source: Photo by Suzany Ramos, 2016. Source: Photo by Suzany Ramos, 2016.

Fig. 8: Benedito Lima Square, Praia de Gaivotas. Source: Photo by Suzany Ramos, 2016.

According to the manual "Public spaces: diagnosis and project methodology" (Gatti, 2013) some characteristics define public space conditions so as to identify its problems and potentialities for future adaptations and investments. Regarding the infrastructure, we analyzed: the presence of lighting, bus stops, taxi stands, garbage dumps, policing stations and concerns with accessibility and universal design. As attractions and living were identified shaded areas, rest space, sports field or court, popular and elderlies gym, eating area and playgrounds.

In order to represent the squares analyses, radar-type charts were used (Fig. 9 and 10) allowing to interpret data, assigning for each parameter a scale ranging from 0 to 1. For both "Infrastructure" analysis and analysis of Elements of "Attraction and Experience", six parameters were used, which generated charts in hexagonal format. In the radar-type charts, the closer to the end of the polygon, the higher the value assigned and the closer to the center, the lower the value. An ideal situation would be for the results to reach the shape of the hexagon in its entirety.

Figure 9 represents a synthesis of the basic infrastructures for their quality. It is noticed that most of the squares are lacking in policing and access to public or private transportation. Due to the lack of security in most squares, there was frequent use by homeless and drug users. All Regional squares have lighting and trash cans. Despite recent improvements, only 50% of them have accessibility for people with disabilities or reduced mobility.

Fig. 9. Infrastructure of the squares of Region 1 - Greater Downtown Area. Source: Radar chart generated by Excel from data collected in the research, 2016.

Concerning attractions and living (Fig. 10), in all squares resting spaces were found, and 85% of them dispose of places for eating, with benches and tables. However, most of them are devoid of afforestation, a fundamental element to provide greater thermal comfort and environmental and urban quality. Some squares offer attractive equipment for collective use, such as sports courts, playgrounds and elderlies gyms, the latter being a characteristic feature of the new square models.

Fig. 10. Elements of Attraction and Living of the squares of Region 1 - Greater Downtown Area. Source: Radar chart generated by Excel from data collected in the research, 2016.

3.2 Free public spaces of environmental balance of Region 1 - Greater Downtown Area

Public use spaces considered of environmental balance by Mendonça (2015) comprise the areas covered by significant vegetation, including conservation units and other areas of landscape-environmental value.

While mapping public spaces of environmental balance, Special Zones of Environmental Interest (ZEIAs) and some private lands with predominant vegetation were considered. The ZEIAs represent the Permanent Preservation Areas (PPAs) located in a prominent relief, close to Vitória Bay, to oceanic islands and Restinga vegetation along the coast (identified in Fig. 11, in green).

Green areas of landscape potential (AVPP) are large private green areas with potential for transformation into a public park due to preserved extensive green area. Some private spaces have been identified and mapped as AVPP because they have a considerable area covered with vegetation, with a large number of trees. These areas, although private, constitute small green spaces that are beneficial to the urban environment, which can be preserved, with significant environmental value and potential for transformation into free spaces for public use. We also mapped the trees of public roads that provide shade (identified in Fig. 11, in yellow).

Fig. 11. Mapping of free areas of environmental balance of the Region 1 - Greater Downtown Area Source: Image generated by ArqGIS from data collected in the research, 2016.

After mapping areas around permanent preservation areas and green areas of landscape value, a radius of 300 meters was outlined in order to identify the influence and distribution of the resident population in the vicinity, benefited by the presence of such areas.

As already mentioned, the green area index (GAI) indicates the amount of green area (m²) per capita. In this study, the mapping of green areas generated several GAIs, combining different scenarios of green areas, as shown in Table 1. This variation in green area indexes was caused by the lack of consensus among the authors about which of these spaces should be considered for calculating the GAI. Thus, Table 1 represents the combination used for each calculation, with GAI 1 being the index that considers all green areas mapped; GAI 2 considers only the Areas of Permanent Preservation (APP); GAI 3, the APPs and the afforestation of the roads; GAI 4, only the roads afforestation; GAI 5 considers the Green Areas of Landscape Value (AVPP) and the afforestation of the roads and GAI 6, only the AVPPs.

Tab. 1: Combination for calculation of green area indices. Source: Image generated by Excel from data collected in the research, 2016.

Considering all mapped green areas, the region index (GAI 1) is 16.97 m²/inhab. Although this index is above the minimum recommended by the SBAU (which is 15 m²/inhab.), it has been found that most of these spaces are made up of permanent preservation units and, therefore, are restricted access areas, with inadequate infrastructure and social vulnerability, besides being concentrated spaces.

Indexes show that, apart from permanent preservation areas, there are no significant public green spaces in the neighborhoods. This finding also allows us to conclude that Public Authorities tend to maintain as many green spaces as required by the law, not bothering to create new green spaces distributed by neighborhoods to improve the residents quality of life regarding environmental and leisure aspects.

If held per neighborhood (Tab. 02), it is possible to observe that the GAI of the regions adjacent to the APPs (Downtown, Glória, Jaburuna and Praia da Costa) reach more satisfactory values, while those farthest from the preservation areas have indices close to zero. For example, the Boa Vista I and Boa Vista II neighborhoods have, respectively, GAI 1 of 0.38 and 0.35 m²/inhab, while in the Center this index reaches 141.25 m²/inhab.

Tab. 2. Distribution of green areas by neighborhood of Region 01 - Greater Downtown Area. Source: Table generated by Excel from data collected in the research, 2016.

The impact of the APPs is keen on the calculation of GAI. Considering all mapped green areas, the index is 16.97m²/inhab. (GAI 1), but considering only the permanent preservation areas, the index is 14.28 m²/inhab. (GAI 2). Without APP, the index drops to 1.95m²/inhab (GAI 5), as per Table 1.

In addition to the shaded areas provided by trees along public roads, the index (GAI 4) is only 1.15m²/inhab. This figure evidences the precariousness of the urban afforestation distributed across the neighborhoods. It is evident the greater scarcity of trees in places of the Region that are dominated by the real estate market, through the verticalization process, and higher concentration where there is a predominance of single-family homes.

Another relevant point is the radius range of the areas of environmental balance. Figure 11 also shows a spot in the surroundings of APPs, which indicates a 300-meter radius from its boundary. This radius covers a little percentage of the Region population, indicating the need to insert new green areas distributed more evenly among the area's neighborhoods. Examples of this are green areas of landscape potential (AVPP), which, although private, benefit the urban environment. The areas of landscape potential alone generate a GAI of 0.80 m²/inhab. (GAI 6).

3.3 Potential free spaces of Region 01 - Greater Downtown Area

For the identification of potential free spaces, we used the Manual "Public spaces: project diagnosis and methodology", which contains important information about methods for analysis of potential open spaces (Gatti, 2013).

Potential lands were identified by comparing the areas not covered by the mapping of public spaces for social practices and environmental balance and its coverage areas, considering the radius of influence of 300 meters, and filling the inadequate spaces, according to Figures 12 and 13. For areas intended for social practices, we mapped potencies with an area greater than 400.00 m², following the minimum parameters by square footage of public spaces. We refer to studies by Jacobs (2000) and Alexander; Ishikawa and Silverstein (1977), who advocate the idea of small squares for strengthening urban vitality on a neighborhood scale.

Some of the mapped lands were identified as a priority. Its selection was based on the analysis of the radius of 300 meters away from public spaces for social practice (shown in Fig. 12 in yellow). Those outside the scope of existing and mapped open public spaces for social practice were considered priority areas (shown in Fig. 12 in red).

Fig. 12: Mapping of open spaces for social practice and potential spaces of Region 1. Source: Image generated by ArqGIS from data collected in the research, 2016.

We did the same for the areas of environmental balance. Those lacking in green areas were identified and, from each distinguished space, radiuses of 300 meters were also established in their surroundings. The potential spaces that have been mapped are found in areas aiming to fill these spaces lacking environmental balance spaces.

Fig. 13. Mapping of open spaces of environmental balance and potential spaces of Region 1. Source: Image generated by ArqGIS from data collected in the research, 2016.

Given the maps, we can observe that priority lands, highlighted in yellow in Figure 13, are significant to balance the presence of environmental balance spaces and contribute to the improvement of the quality of the population's urban life. We believe that potential land, which does not yet have green areas, can be worked on by the municipality to create parks or squares, with abundant vegetation and permeability, also for social and recreational activities.

4 Conclusion

In the mapping of free spaces for social practices, there is a lack and distribution of squares. Most of them are found in neighborhoods with better infrastructure. The inadequate allocation of these spaces also occurs among the districts of the Region, reflecting the inequality of investments. In the squares analyzed in this study, it was also possible to identify that there is an absence of furniture and leisure equipment to contemplate all age groups.

Through the mapping of areas of environmental balance, the study also shows that green areas have specific characteristics and, therefore, different locations. These spaces do not serve the Region's population homogeneously, since they are concentrated especially near coastal areas and in areas of marked relief, on the banks of the Bay of Vitória. In the other neighborhoods, there are few green spaces, and throughout the region road afforestation is poor.

Within the area studied there is no systemic view of existing public spaces. These areas are compartmentalized in the neighborhoods, with local influences, not encompassing the entire population of the Region, and there is no marked relationship between green areas and free spaces for identified social practices. This figure confirms Tardin (2010), according to whom, part of the Brazilian municipalities produces areas that tend not to be related to each other, reflecting an unfavorable relationship between urban and biophysical systems.

We envision a city with its free spaces integrated and connected and not fragmented and segregated in small spaces located in neighborhoods. In this sense, potential open spaces are of great importance for modifying this feature. The presence of potential free land can, through investments, make up for the lack of open spaces for public use. It can also contribute to the integration of parcels and, consequently, improve the quality of urban life of the population of the entire municipality.

The community participation is fundamental throughout the process. Public policies can only be successful when formulated through joint participation among residents, politicians, academics, and planners, based on the opinion of citizens. It is suggested, among other guidelines, the development of a municipal urban afforestation plan; the implementation of new public spaces on potential land; and contracts with private companies to provide maintenance services for existing public spaces.

It is also recommended to deepen the studies aimed at creating public policies seeking to develop a network of public spaces for the municipality, in an integrated and interconnected way, with a diversity of use, with areas for social and environmental interaction for local public, but also spaces of regional, municipal and even metropolitan scope.

5 Acknowledgements

The authors of this paper are grateful to the University of Vila Velha (UVV) and the National Foundation for the Development of Private Higher Education (FUNADESP) for their support, and the undergraduate students Natiele Dalbó, Patricia Palhano, Suzany Ramos and Ohanna Ferri for their contribution in this study.

References

Alex, Sun. Projeto da Praça: Convívio e Exclusão no Espaço Público. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2ª Edição, 2011.

Alexander, C., Ishikawa, S. and Silverstein, M., 1977. A pattern language. New York: Oxford University Press.

Gatti, S., 2013. Coordination of the Program Solutions for Cities. Espaços Públicos. Diagnóstico e metodologia de projeto. São Paulo: ABCP. Available at: <http://www.solucoesparacidades.com.br/wp-content/uploads/2013/11/Manual%20de%20espacos%20publicos.pdf> [Accessed 17 April 2017].

Gehl, J., 2014. Cidade para Pessoas. São Paulo: Perspectiva.

Givoni, B., 1998. Climate considerations in building and urban design. New York: John Wiley & Sons.

Google, s.d. Google Earth website. Available at: <http://earth.google.com/> [Accessed 12 March 2016].

IBGE, 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. CENSO DEMOGRÁFICO 2010. Características da população e dos domicílios: resultados do universo. Rio de Janeiro: IBGE.

Jacobs, J., 2000. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes.

Mendonça, E. M. S., 2015. A importância metropolitana do sistema de espaços livres da região de Vitória – ES – Brasil. In: EURO ELECS 2015, Guimarães, Portugal, 2015.

Programa Cidades Sustentáveis, 2012. Metas de Sustentabilidade para os Municípios Brasileiros (Indicadores e Referências). Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis ; Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social

SBAU, 1996. Sociedade Brasileira de Arborização Urbana. Carta de Londrina e Ibiporã. Boletim Informativo, 3(5), p.3.

Tardin, R., 2010. Ordenação Sistêmica da Paisagem. In: Encontro Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo, 1st, Rio de Janeiro: PROURB.

Vila Velha, 2007. Lei nº 4.575 de 26 de novembro de 2007. Plano Diretor Municipal de Vila Velha. Prefeitura Municipal de Vila Velha. Prefeitura Municipal de Vila Velha-ES.

Vila Velha, 2008. Lei nº 4.707 de 10 de setembro de 2008. Institucionalização dos bairros nas Regiões Administrativas, os limites e a denominação dos mesmos e os critérios para organização e criação de bairros, no perímetro urbano do Município. Vila Velha: Prefeitura Municipal.